Temer diz lamentar tiros à caravana de Lula, mas que onda de violência começou “lá atrás”

 

O presidente Michel Temer (MDB) afirmou que o ataque a tiros à caravana do ex-presidente Lula foi “uma pena”, mas que a onda de violência “talvez tenha começado lá trás”. O emedebista deu entrevista à rádio BandNews na manhã desta quarta-feira (28).

Na noite de ontem, dois ônibus que acompanhavam a caravana de Lula pelo sul do país foram atingidos por tiros. Ninguém ficou ferido.

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“É uma pena que tenha acontecido isso. No país, ficamos com essa coisa um pouco raivosa entre as pessoas e isso não é útil”, disse o emedebista. Para ele, o ataque agrava o clima de instabilidade no Brasil.

“Agora, devo dizer também que essa onda de violência não foi pregada, talvez, por aqueles que tomaram essa providência. Talvez tenha começado lá atrás. E a história de uns contra outros cria essa dificuldade que gera atritos dessa natureza”, emendou Temer, que disse ainda esperar que sua palavra seja de pacificação.

Em seguida, em sua conta no Twitter, o emedebista afirmou que desde que assumiu a presidência vem dizendo que  “precisamos reunificar os brasileiros. Precisamos pacificar o País. Essa onda de violência, esse clima de ‘uns contra outros’ não pode continuar”.

Tiros contra caravana

Dois dos três ônibus da caravana do ex-presidente Lula foram atingidos por quatro tiros na noite de ontem (terça-feira, 28). Um dos veículos atingidos era ocupado por jornalistas brasileiros e do exterior. Neste, dois tiros perfuraram a lataria, na lateral do ônibus, e um terceiro atingiu de raspão um dos vidros.

O ônibus também teve dois pneus furados por ganchos de metal que foram deixados na estrada. O outro veículo atingido levava convidados. Esse era o segundo do comboio, na frente do ônibus que levava os jornalistas. O ex-presidente não estava no comboio. Apesar do susto, ninguém se machucou. Desde que a caravana começou no Rio Grande do Sul, o grupo é alvo de protestos e ataques.

Em sua conta no Twitter, Lula disse que a caravana estava sendo “perseguida por grupos fascistas”. “Já atiraram ovos, pedras. Hoje deram até um tiro no ônibus”.  No Facebook do petista, uma postagem reclama da caravana não ter escolta policial.

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