Temer determina que ministro da Justiça preste “todo auxílio necessário” ao governo do RN

No Twitter, presidente adiantou que na próxima semana vai se reunir com ministro da Justiça e presidentes dos Colégios de Secretários de Justiça e Assuntos Penitenciários e de Segurança Pública para discutir medidas imediatas para controlar a crise do sistema carcerário

 

 

Em mensagem publicada no Twitter, o presidente Michel Temer disse que determinou ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que "preste todo o auxílio necessário" ao governo do Rio Grande do Norte. Após mais de 14 horas, terminou a rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia da Floresta, na região metropolitana de Natal. Segundo autoridades estaduais, pelo menos 10 presos foram mortos. A penitenciária é a maior do estado.

Na mensagem, Temer disse também que desde ontem (sábado, 14) acompanha a situação no presídio.

Segundo nota da Secretaria de Segurança Pública do estado, o governador Robinson Faria afirma que já entrou em contato com ministro Alexandre de Moraes e pediu que a Força Nacional reforce a segurança no lado externo do presídio. A Força está no estado desde setembro do ano passado, auxiliando a Polícia Militar em ações de policiamento ostensivo. Nessa segunda-feira (9), o Ministério da Justiça e Cidadania já havia autorizado a prorrogação da permanência da Força Nacional por mais 60 dias no estado.

O presidente adiantou que está marcada para a próxima terça-feira (17) uma reunião com Alexandre de Moraes, e os presidentes dos Colégios de Secretários de Justiça e Assuntos Penitenciários, Lourival Gomes (SP) e de Segurança Pública, Jeferson Portela (MA). No encontro serão discutidas medidas imediatas para a crise do sistema penitenciário, a partir dos relatórios que estão sendo produzidos, e a implantação das medidas previstas no Plano Nacional de Segurança, principalmente a criação ali prevista dos 27 núcleos de inteligência e o cronograma de execução dos recursos federais liberados no final do ano passado.

Rebelião

De acordo com o governo potiguar, a rebelião começou após uma briga entre presos de dois diferentes pavilhões, o 4 e o 5. Não há, até o momento, registros de fugas, mas os internos ainda vão ser recontados. O número de vítimas também pode mudar após os policiais inspecionarem as celas e outras dependências dos dois pavilhões amotinados. As autoridades estão apurando se a confusão tem relação com disputas entre facções criminosas rivais.

* Com informações da Agência Brasil

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