Takayama torna-se réu por esquema dos “gafanhotos”

Por unanimidade, ministros da mais alta corte do país decidiram transformar parlamentar paranaense de investigado para réu em uma ação penal

Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitaram denúncia contra o deputado Takayama (PSC-PR) por crime de peculato. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) participar de um esquema chamado de “gafanhotos” na Assembleia Legislativa do Paraná. A partir de agora, o deputado, que nega a acusação, passa a responder como réu em uma ação penal.

De acordo com a acusação do MPF, Takayama, na época deputado estadual, entre 1999 e 2003, foi responsável pela nomeação de 12 funcionários. A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, argumentou que esse grupo recebia seus vencimentos e fazia trabalhos pessoais para o parlamentar, não relacionados com o mandato nem com a Assembleia Legislativa. A representante do MPF disse também que eles chegavam a receber os vencimentos em uma única conta bancária.

Por conta dos depoimentos e dos indícios levantados pelo MPF, o relator do processo, José Dias Toffoli, resolveu aceitar a denúncia. Os outros sete ministros presentes na sessão concordaram com a posição dele. "Entendo que nesta fase os fatos justificam o recebimento da denúncia", afirmou o ministro Luiz Fux. Nesta nova fase, a investigação será aprofundada pelo Ministério Público. A defesa também terá mais tempo para se posicionar.

"Não houve apropriação dos salários, como o próprio Ministério Público reconhece. Não existem elementos probatórios para a sequência da investigação", afirmou o advogado do deputado, Luciano de Almeida Gonçalves. Segundo ele, como todos os funcionários receberam seus salários, mesmo que alguns pela mesma conta bancária, não é possível comprovar qualquer irregularidade contra Takayama.

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