Suspeito admite que acendeu rojão que matou cinegrafista

Preso na Bahia, auxiliar de serviços gerais reconheceu, em entrevista à Globo, ter acendido artefato que atingiu Santiago Andrade. Ele disse que não sabia que era um rojão e contou que há jovens aliciados nas manifestações

Em entrevista exclusiva à Rede Globo, o auxiliar de serviços gerais Caio da Silva Souza admitiu ter acendido o rojão que matou o cinegrafista da Band Santiago Andrade, durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus no Centro do Rio. Ele foi preso em Feira de Santana (BA) nesta madrugada e transferido para o Rio de Janeiro esta manhã.

O rapaz de 22 anos disse que não sabia que o artefato era um rojão, pensava que fosse um “cabeção de nego”, que faz barulho e espalha fumaça. Na entrevista à repórter Bette Lucchese, ele pediu desculpas pela “morte de um trabalhador”, como ele mesmo, sua mãe e seu pai. Ele também contou que alguns jovens são atraídos por terceiros para participarem dos protestos. Mas não informou quem são os aliciadores. “Isso eu não sei dizer à senhora. A polícia tem que investigar”, declarou.

O delegado responsável pelo caso, Maurício Luciano, disse que Caio Silva de Souza manteve o posicionamento de só falar em juízo. “Ele não admitiu e nem negou”, disse Luciano.

Veja a entrevista de Caio à TV Globo

Outro suspeito pelo crime é o tatuador Fábio Raposo Barbosa, também de 22 anos, que confessou ter participado da ação. Ele está preso desde domingo (9).

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