Suplente de senador é apontado no caso SwissLeaks

Segundo suplente de Eduardo Braga, atual ministro de Minas e Energia, Lirio Parisotto mantém contas na Suíça e está sob investigação. Receita vê compatibilidade entre os US$ 45,8 milhões depositados pelo empresário e seu patrimônio

Documentos obtidos pela revista Época mostram que o segundo suplente do senador licenciado Eduardo Braga (PMDB-AM), o empresário Lírio Parisotto (PMDB-AM), é um dos brasileiros que mantinham contas na Suíça, cujas transações bancárias estão sendo investigadas pela Receita Federal no caso conhecido como SwissLeaks. Enquanto está à frente do ministério de Minas e Energia, Braga é substituído no Senado por sua primeira suplente, que é sua esposa, Sandra Braga (PMDB-AM). Caso ela se licencie do mandato, caberá a Parisotto ocupar a cadeira no Senado.

Dono de uma das maiores fortunas do país, Parisotto é diretor presidente da fabricante de plásticos Videolar e investidor de outras companhias. Ele foi citado em relatórios da inteligência financeira da Receita Federal. Apesar disso, suas transações são consideradas compatíveis com seu perfil econômico, revelou a revista. Ele é considerado o político mais rico do país, com bens estimados em quase US$ 2 bilhões, segundo a Forbes.

Parisotto disse à Época que o valor que está em sua conta bancária do HSBC é declarado à Receita Federal. Durante o ano de 2007, o saldo do empresário em conta era de U$$ 45,8 milhões.

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal recebeu uma determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para apurar as contas de brasileiros na Suíça. No dia 9 deste mês, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação divulgou documentos confidenciais sobre o ramo suíço do banco britânico HSBC, que revelam supostos esquemas de evasão fiscal.

Na Receita Federal, está em andamento uma investigação de brasileiros com indícios de movimentação financeira no banco HSBC na Suíça, com base em lista divulgada pelo consórcio. Entre os correntistas envolvidos estão 8,7 mil brasileiros, o que não quer dizer que todos tenham praticado irregularidades.

Confira na íntegra a matéria da revista Época

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