STJ revoga prisão de Carlinhos Cacheira e Fernando Cavendish

Ministro Nefi Cordeiro mandou soltar na noite desta sexta-feira o bicheiro Carlinhos Cachoeira, e o empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções. A prisão preventiva dos dois foi decretada no último dia 30, durante a Operação Saqueador

O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou soltar na noite de ontem (8) o bicheiro Carlinhos Cachoeira, e o empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções. A prisão preventiva dos dois foi decretada no último dia 30, durante a Operação Saqueador, deflagrada pela Polícia Federal. Outros detidos durante a ação também foram soltos por determinação do juiz, como os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud e o ex-diretor da Delta, Claudio Abreu - todos estavam no presídio de Bangu 8 (Complexo Penitenciário de Gericinó), no Rio de Janeiro.

No último dia 1º, o desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, concedeu prisão domiciliar aos envolvidos na operação. O Ministério Público Federal recorreu da decisão, mas ela só não foi efetivada em função da falta de tornozeleiras eletrônicas - uso do equipamento é uma das exigências principais para a liberação.

Um segundo pedido de habeas corpus foi apresentado pela defesa dos acusados, mas foi negado no último domingo (3) pelo desembargador José Ferreira Neves. A liberação dos envolvidos só ocorreu após os advogados entrarem com outro pedido, logo após a decisão do desembargador Paulo Espírito Santo, que na última quarta-feira (6) revogou a prisão domiciliar concedida aos envolvidos. Agora o STJ definiu que eles cumprirão medidas cautelares.

Operação Saqueador

A Operação Saqueador apura um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos. De acordo com os investigadores, entre 2007 e 2012, Delta Construções teve mais de 96% de seu faturamento proveniente de verbas públicas, uma soma de aproximadamente R$ 11 bilhões. Segundo o MPF, os operadores do esquema “lavaram” R$ 370 milhões por meio de 18 empresas de fachada – sem funcionários nem receita compatível com a despesa. Os envolvidos realizavam pagamentos a agentes públicos para manter o esquema em segredo. Boa parte da propina era depositada em dinheiro e, principalmente, em ano de eleição.

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