STF abre inquérito contra Jaqueline Roriz

Mário Coelho


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa determinou nesta segunda-feira (14) a abertura de inquérito contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ela será investigada por conta do vídeo divulgado em 4 de março em que ela aparece, junto com o marido, Manoel Neto, recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, delator do esquema de propina que resultou na Operação Caixa de Pandora.


Na última quinta-feira (10), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entrou no Supremo com o pedido de abertura de inquérito. Ele requereu a realização de perícia na gravação e a tomada de depoimento de Jaqueline. Joaquim Barbosa acatou os dois pedidos. A petição da defesa, que quer ter acesso às imagens, ainda não foi analisado, de acordo com a assessoria da corte.

Jaqueline Roriz admite caixa 2 e pede afastamento

Bancada pressiona por investigação contra Jaqueline


Nesta fase do processo, Jaqueline será tratada como investigada. Ao Ministério Público cabe pedir a realização de oitivas e perícias em provas materiais. Depois disso, o procurador-geral da República formaliza ou não a denúncia contra a parlamentar. Caso considere que os indícios reunidos são suficientes, ele pede para que o inquérito seja transformado em ação penal. Se os ministros concordarem com a tese, ela passa da condição de investigada para ré.


Durante o lançamento do Programa Nacional de Metas do Ministério Público, em Brasília, Gurgel afirmou que Jaqueline recebeu pagamentos por não apoiar diretamente Maria de Lourdes Abadia (PSDB), candidata ao governo do DF em 2006. A tucana era vice do pai de Jaqueline, Joaquim Roriz, que renunciou ao cargo para concorrer ao Senado. O PGR disse também que o depoimento de Durval Barbosa não foi "rico em detalhes".


?O depoimento de Durval Barbosa faz referência ao fato de que os recursos se destinariam a uma retribuição por uma atuação na campanha eleitoral, digamos, por não fazer campanha efetiva da coligação que ela integrava?, disse Gurgel, segundo a Agência Brasil. O procurador-geral afirmou que ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan) no governo Roriz, e ex-secretário de Relações Institucionais na administração José Roberto Arruda, mencionou valores no depoimento, mas não detalhou de quanto foi a retribuição.

Leia também:

Conselho de Ética deve instalar-se na próxima quarta

Jaqueline Roriz pede acesso ao vídeo da propina 

PGR pede abertura de inquérito contra Jaqueline 

Psol pede investigação de Jaqueline Roriz 

Jaqueline deixa comissão da reforma política 

Corregedor diz acompanhar caso Jaqueline Roriz 

Maia quer informações de propina a Jaqueline Roriz

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!