Servidores protestam contra pacote de cortes no RJ

Votação de duas das 21 medidas apresentadas, marcada para esta tarde, levou milhares de manifestantes às ruas do centro da cidade. Para governador, pacote anunciado é fundamental para evitar demissão de servidores e recuperar o equilíbrio fiscal

 

 

 

Está marcada para a tarde desta quarta-feira (16) a votação de duas das 21 medidas de corte de gastos apresentadas pelo governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A possibilidade de aprovação de corte de 30% dos salários do governador, vice-governador, de secretários e subsecretários estaduais e a redução do limite para pagamento de dívidas de pequeno valor no estado, levou milhares de servidores às ruas do centro da cidade em protesto contra o pacote de cortes do governo do estado. Uma das principais ruas do centro da cidade, a 1º de Maio, está interditada em razão do ato que começou 10h.

Os manifestantes criticam as grades instaladas no entorno da assembleia e, com o intuito de comparar a Alerj a uma penitenciária, colocaram guarita com um policial de vigia e levaram até faixa de "inauguração" com os dizeres: “O presídio para políticos inimigos do povo - Alerj 1”. O ato é para protestar contra o pacote de medidas, que inclui cortes de 9 mil benefícios de aluguel social, de restaurantes populares e a extinção de órgãos públicos.

Já eram quase 11h quando manifestantes, policiais e pessoas ligadas a partidos políticos se desentenderam e foi preciso uso de spray de pimenta para acalmar os ânimos e dispersar a multidão. Em seguida, as grades no entorno da Alerj chegaram a ser derrubadas, mas foram reinstaladas.

De acordo com Pezão, as medidas anunciadas no último dia 4 são fundamentais para evitar a demissão de servidores e recuperar o equilíbrio fiscal. Caso não sejam implementadas, a previsão é de um déficit de R$ 52 bilhões até dezembro de 2018 para o governo do RJ. Manifestam policiais militares, civis e bombeiros que contam com a adesão de várias categorias, como servidores da Justiça e educação.

Dezenas de policiais da Força Nacional foram convocados emergencialmente para garantir a segurança. Na semana passada, a assembleia chegou a ser depredada em um protesto. Hoje, para evitar invasões, os próprios servidores organizaram um cordão de isolamento antes das grades.

* Com informações da Agência Brasil

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