Senadores governistas tentam barrar Anastasia como relator

Senador tucano é ligado a Aécio e o sucedeu no Governo de Minas Gerais. Senadores de PT, PCdoB e PSB que tentam barrar o impeachment alegam que falta a Anastasia isenção que o cargo de relator exige

Os senadores governistas que são contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff tentam impedir a eleição do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) como relator do processo de afastamento da chefe do Executivo. Anastasia é ligado ao presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e foi sucessor do tucano no governo mineiro. Senadores do PT, PCdoB e PSB que tentam barrar o impeachment alegam que falta a Anastasia a isenção que o cargo de relator exige.

Oposição comanda nova comissão do impeachment

A decisão final ocorrerá nesta terça-feira (26), quando a comissão processante do impeachment se reunirá pela primeira vez sob a presidência, já definida, do senador Raimundo Lira (PMDB-PB). Os governistas apelam para que o Plenário do Senado eleja um outro senador que não seja do PSDB, DEM ou PP com o argumento que o julgamento da presidente no Senado pode ficar desmoralizado.

Os governistas não têm votos suficientes, nem no plenário nem na comissão processante, para impedir o rolo compressor da oposição que tem pressa para definir o impeachment. A oposição não abre mão de escolher Anastasia como relator do processo e vai resolver a oficialização do nome na comissão processante que começa a funcionar nesta terça-feira.

Em qualquer situação, os senadores governistas serão minoria na comissão e certamente o relatório vai pedir o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Anastasia já se posicionou a favor do impeachment e dificilmente mudará de posicionamento.

Os governistas vão tentar adiar ao máximo o funcionamento da comissão processante, para ganhar tempo. Mas sabem que são minoria e dificilmente conseguirão barrar a aprovação do pedido de impeachment, tanto na comissão quanto no plenário.

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