Senado turbina varas do Trabalho e juizados especiais

Matérias foram aprovadas pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça do Senado; criação de varas do Trabalho e de 225 cargos de juiz está entre as disposições dos textos

Depois da aprovação da Lei Geral da Copa, do fim do 14º e 15º salários para parlamentares e da punição para hospitais que negarem atendimento emergencial, entre outras matérias, o Senado aprovou nesta quarta-feira (9) projetos de lei da Câmara que visam aprimorar a prestação de serviços judiciais em todo o país. Aprovadas em votações simbólicas (sem conferência de votos), as proposições criam varas do Trabalho em sete estados e 225 cargos de juiz em juizados especiais federais distribuídos pelo país.

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De autoria do Tribunal Superior do Trabalho, os PLCs 5, 7, 8, 9, 12 e 14 de 2012 promovem a criação de Varas do Trabalho nos estados de Alagoas, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro e Santa Catarina. As proposições, aprovadas na manhã desta quarta-feira (9) na Comissão de Constituição e Justiça, autorizam ainda a criação de cargos de juiz e servidores em especialidades diversas, a serem lotados em tribunais regionais do Trabalho, além de preverem mais funções comissionadas para servidores.

Já o Projeto de Lei da Câmara 25/2012 define nova estrutura funcional aos juizados especiais federais ao criar 225 cargos de juiz, a serem dispostos em 75 turmas recursais. Segundo a matéria, cada colegiado recursal será constituído por três juízes federais titulares e um suplente.

A matéria recebeu emenda do senador Pedro Taques (PDT-MT), e por isso retorna à apreciação da Câmara. O destaque apresentado pelo parlamentar mato-grossense permite a instalação das sedes dessas turmas recursais em municípios interioranos. Além da alteração sugerida por Pedro Taques, o relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça, Eunício Oliveira (PMDB-CE), reincorporou ao projeto original texto suprimido pelos deputados. O dispositivo determina que as vacâncias originadas por remoções e promoções de juízes devem ser preenchidas por aprovados em concurso público prontos para tomar posse, em número equivalente aos cargos vagos de juiz substituto.

O objetivo do projeto é desafogar os juizados em todo o país. Segundo dados do governo federal, além de terem de lidar com estrutura inadequada, os juizados especiais enfrentam o excesso de ações judiciais, tendo recebido mais de 10,5 milhões delas desde 2001. A matéria foi aprovada por unanimidade na manhã desta quarta-feira (9) pela CCJ.

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