Senado aprova urgência para votação do novo Código Florestal

Projeto começará a ser discutido na próxima sexta-feira e poderá ser votado na semana que vem

O plenário do Senado aprovou no fim da tarde de hoje (30), por 58 votos a favor e apenas seis contrários, o requerimento de urgência para votação do projeto do novo Código Florestal. Dessa forma, a matéria já começa a ser discutida no plenário a partir de sexta-feira (2) e pode ser votada na próxima terça-feira (6).

O texto do requerimento foi lido no início da sessão de hoje pela vice-presidente da Casa, Marta Suplicy (PT-SP). Para aprovar o requerimento hoje, houve um acordo de líderes para romper o prazo de duas sessões necessárias entre a leitura do requerimento e a votação.

“Como acordado, vamos dedicar a sessão de terça para a votação desta matéria”, afirmou o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Ontem (29), o requerimento chegou a ser apresentado no plenário, mas não pode ser votado por causa de um questionamento do PSOL, que argumentou que, para ser votado, o texto do requerimento deveria ter sido lido em plenário com pelo menos 24 horas de antecedência. Para dispensar esse prazo, é necessário haver um acordo unânime entre todos os líderes de bancada.

Favorável a aprovação do novo Código Florestal, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), uma das representantes da bancada ruralista na Casa, defendeu o projeto. “Nós não passaremos vergonha na Rio +20. Muito pelo contrário. A nossa legislação será um exemplo mundial. Vamos mostrar aos outros países que temos a melhor lei ambiental do mundo”, afirmou no plenário.

Alinhados aos ambientalistas, os senadores do PSOL Randolfe Rodrigues (AC) e Marinor Brito (PA) condenaram a aprovação do requerimento. “Nós não podemos aceitar a oficialização dos crimes ambientais. Nós não podemos aceitar o avanço do desmatamento em grande escala, porque foi só anunciar a vitória do novo Código Florestal na Câmara Federal para aumentar em 300% o desmatamento neste País. O PSOL se manterá de cabeça erguida, afirmando o “não à anistia”, o “não ao desmatamento”, disse em discurso no plenário.

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