Seis governadores eleitos ameaçados na Justiça

Eles nem assumiram os cargos ainda, mas já enfrentam ações de cassação por irregularidades nas campanhas. Casos serão julgados pelos tribunais regionais eleitorais

Seis governadores eleitos em outubro nem assumiram os cargos e já enfrentam ações na Justiça Eleitoral. Denúncias apresentadas pelas procuradorias regionais ameaçam Fernando Pimentel (PT), em Minas Gerais; Camilo Santana (PT), no Ceará; Wellington Dias (PT), no Piauí; Simão Jatene (PSDB), no Pará; Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba, e Waldez Góes (PDT), no Amapá.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Pimentel é acusado de ter a campanha impulsionada por abuso de poder econômico já que ultrapassou o limite declarado de despesas em R$ 10 milhões. Camilo é questionado pelo uso de recursos de um fundo estadual quando era secretário no Ceará e também por repasses de convênios a municípios.

Para o governador reeleito do Pará, a situação é mais complicada. Ele e seu vice enfrentam três ações na Justiça, que vão de gastos excessivos de comunicação a irregularidades no Cheque Moradia. No Piauí, Wellington Dias responde por abuso de poder econômico e compra de votos. Ricardo Coutinho possui nove processos, enquanto Waldez Góes vai se defender de uso indevido dos meios de comunicação.

As defesas de Wellignton Dias e de Ricardo Coutinho negaram as acusações. “Lamento o uso eleitoreiro que deram a isso. Lamento. Isso foi algo que mexeu muito com a minha vida”, disse o governador eleito do Piauí ao Estadão. Representantes das campanhas vitoriosas no Pará, Amapá e Minas Gerais não comentaram pois não foram notificados. Já Camilo Santana não foi encontrado pela reportagem.

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