Secretário-geral da PGR de Aras apoia Bolsonaro e ditadura. Veja o que ele pensa

O subprocurador aposentado Eitel Santiago de Brito Pereira, que concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados e apoiou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro nas eleições do ano passado, vai voltar ao Ministério Público Federal (MPF). Eitel também já se mostrou favorável à ditadura militar e criticou o projeto do abuso de autoridade. E, nesta sexta-feira (26), foi nomeado secretário-geral do Ministério Público da União (MPU) em um dos primeiros atos de Augusto Aras como procurador-geral da República. Veja as opiniões dele abaixo.

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Eitel entrou no MPF em 1984 e chegou a ser subprocurador-geral da República. Mas, em 2017, resolveu deixar a instituição para entrar na vida política. Ele foi candidato a deputado federal pelo PP na Paraíba, mas não conseguiu ser eleito porque recebeu só 0,48% dos votos válidos do estado, o correspondente a 9.564 votos. Agora, volta à MPF a convite de Augusto Aras, que foi indicado para assumir o posto deixado por Raquel Dodge pelo presidente Bolsonaro e teve a nomeação aprovada pelo Senado nesta semana. A nomeação de Eitel foi publicada no Diário Oficial da União junto com a nomeação de outros integrantes da nova equipe do MPF, montada por Aras.

"Sairei da comodidade da aposentadoria, movido pelo ideal de servir ao meu País", afirmou Eitel em uma rede social, logo depois de ser convidado para o segundo cargo mais importante do MPF por Augusto Aras, no início do mês, antes mesmo de novo o procurador-geral ser aprovado pelo Senado. "Vou trabalhar com dedicação, para contribuir com a gestão do futuro PGR Aras, que conheço há muitos anos. É um homem culto, experiente e responsável. Atuará, tenho certeza, respeitando os preceitos constitucionais e preocupado em contribuir com o desenvolvimento nacional", acrescentou Eitel.

> O que defende o novo procurador-geral da República

O então subprocurador aposentado também já usou as redes sociais para se posicionar a respeito de temas polêmicos como a ditadura militar. Em maio deste ano, ele disse que decidiu estudar mais a fundo o assunto diante das discussões sobre o episódio de 31 de março de 1964. A ideia era definir se o que aconteceu neste dia no Brasil foi um golpe ou uma revolução. E assim como Aras fez na sabatina do Senado, ele preferiu não chamar o 31 de março de 1964 de golpe. Nas redes sociais, ele falou de "revolução" e até "insurreição de 1964". Veja o que ele disse:

Mais recentemente, Eitel também se posicionou contra o projeto de lei que define o crime de abuso de autoridade e dividiu a sociedade brasileira. Assim como os apoiadores de Bolsonaro e da Lava Jato, ele criticou o projeto, que teve parte dos artigos aprovados pela Câmara vetados pelo presidente. Veja:

Eitel ainda usou as redes sociais para explicar o motivo de ter declarado voto a Bolsonaro no ano passado. Ele publicou um texto, comparando Bolsonaro a Haddad, nas vésperas do segundo turno da eleição presidencial. Na ocasião, declarou ser favorável ao combate à corrupção defendido por Bolsonaro e chamou de ditadura os regimes políticos de Cuba e da Venezuela. Veja:

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