Secretaria exonera servidor acusado de destruir provas da Operação Hyde

Fabiano Duarte Dutra foi preso preventivamente nesta sexta por queima de documentos sobre a Máfia das Próteses. Ele era servidor da Saúde do Distrito Federal e recebia, segundo o Portal da Transparência, cerca de R$ 7 mil por mês

Após a terceira etapa da Operação Hyde, deflagrada nesta sexta-feira (21), a Secretaria de Saúde exonerou o médico ortopedista e traumatologista Fabiano Duarte Dutra. O servidor foi alvo dos investigadores que apuram a atuação da Máfia das Próteses do Distrito Federal. Além da prisão de Dutra, foram executados mandados de busca e apreensão no Hospital Home, na Asa Sul, onde ele tem um consultório, em um escritório de contabilidade e na sede da Secretaria de Saúde, no final da Asa Norte.

Na Secretaria de Saúde, segundo o Portal da Transparência, o médico recebia R$ 7.051,52 líquidos por mês como Coordenador de Ortopedia da rede. A pasta confirmou a operação em sua sede hoje. Em nota, afirmou que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) recolheu documentos e computadores do médico, além de apreender novos dados do cirurgião Rondinelly Rosa Ribeiro, alvo da primeira etapa da operação.

Segundo a Saúde, "os acessos dos dois profissionais aos sistemas de informática foram imediatamente bloqueados". Reforça, ainda, que, até o momento, "não há qualquer indício, na rede pública de saúde, de práticas ilegais constatadas pela operação Mr. Hyde".

Veja a íntegra da nota da Secretaria de Saúde:

"A Secretaria de Saúde informa que, diante das denúncias, o servidor Fabiano Duarte Dutra será imediatamente exonerado do cargo de Coordenador de Ortopedia da rede.

Na manhã desta sexta-feira (21), a Polícia Civil esteve na Secretaria de Saúde para recolher documentos e computadores do médico, procedimento que teve total colaboração dos gestores. Na ocasião, também foram apreendidos novos dados do cirurgião Rondinelly Rosa Ribeiro, identificado quando foi deflagrada a operação policial. Os acessos dos dois profissionais aos sistemas de informática foram imediatamente bloqueados pela secretaria.

A Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há qualquer indício, na rede pública de saúde, de práticas ilegais constatadas pela operação Mister Hyde. Por fim, a pasta esclarece que sua atuação é pautada pela transparência e colabora, de forma incondicional, com as investigações da Polícia Civil. Se algum tipo de irregularidade for constatada por parte de qualquer servidor, todas as providências serão tomadas por parte da Secretaria de Saúde."

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