Janaína chora, pede desculpas a Dilma e cita Deus

"Peço que ela um dia entenda que eu fiz isso pensando também nos netos dela", afirma advogada da acusação. "Eu acho que, se houver alguém fazendo algum tipo de composição nesse processo, é Deus", acrescenta

 

Coautora da denúncia contra Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal refutou o argumento de que o processo de impeachment é resultado de uma espécie de "conluio", tal como vem argumentando a defesa da presidente afastada. Ao encerrar sua fala durante o julgamento da petista no Senado, a jurista ficou com a voz embargada e pediu desculpas a Dilma". Não foi minha intenção, mas lhe causei sofrimento", disse Janaína na tribuna do Senado.

"Eu acho que, se houver alguém fazendo algum tipo de composição nesse processo, é Deus. Foi Deus que fez com que várias pessoas, ao mesmo tempo, cada uma na sua competência, percebessem o que estava acontecendo com o nosso país e conferiu a essas pessoas coragem para se levantarem e fazerem alguma coisa a respeito", disse Janaína.

Esta não é a primeira vez que a jurista traz referências religiosas ao processo. Em um evento pró-impeachment realizado  em abril, na Faculdade de Direito da USP Largo São Francisco, Janaína disse que o Brasil “não é a república da cobra”. Segundo ela, quando “a cobra cria asa”, Deus manda “uma legião para libertar o país do cativeiro de almas e mentes”.

Ao encerrar sua fala, Janaína se emocionou e, com a voz embargada, pediu desculpas à presidente afastada. "Peço que ela um dia entenda que eu fiz isso pensando também nos netos dela", disse a advogada.

Veja o vídeo com Janaína:

Confusão

Após Janaína se retirar da tribuna, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) pediu a palavra. Ele reclamou que o deputado José Guimarães (PT-CE), que acompanha a sessão no plenário do Senado, teria chamado a advogada de golpista.

"Se ele não se comportar adequadamente, que o faça retirar do plenário pela polícia do Senado Federal, porque é isso que ele merece", disse o tucano, que inflamou os ânimos dos colegas presentes.

"Silêncio, vamos manter o clima civilizado", pediu o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski. A sessão foi suspensa por cinco minutos e em seguida foi retomada para ouvir o jurista Miguel Reale Junior.

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