Se eleição fosse hoje, Lula ficaria fora do 2º turno, aponta pesquisa

Levantamento do Paraná Pesquisas feito em todo o país mostra Aécio como o tucano com mais chance de vitória. Quase metade dos entrevistados acha que Dilma não conclui o mandato

Se as eleições fossem realizadas hoje, o ex-presidente Lula estaria fora de um eventual segundo turno da disputa presidencial em dois de três cenários analisados pelo instituto Paraná Pesquisas. De com acordo com a pesquisa feita em todo o país, Lula aparece empatado tecnicamente com a ex-senadora Marina Silva (PSB), segunda colocada, em uma hipotética disputa liderada por Aécio Neves (PSDB). Nos outros dois cenários simulados pelo instituto, em que o senador José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, são apresentados como candidatos do PSDB,  Lula cai para a terceira posição, fora do segundo turno.

Na pesquisa estimulada, quando candidatos são apresentados aos entrevistados, Aécio tem hoje 36,2% da preferência do eleitorado, contra 20,4% de Marina e 19,6% de Lula. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, Marina e Lula estão tecnicamente empatados na preferência do eleitorado. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) aparece com 4,6% das intenções de voto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem 3,2% e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), 1,3 ponto percentual. Ao todo, 7,2% dos eleitores não responderam e outros 7,4% disseram que não votariam em candidato algum.

Em entrevista nesta manhã, Lula disse que, se for preciso, será candidato a presidente em 2018.  "Se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições”, declarou.

Os dados ainda apontam que a maior preferência por Aécio está entre as regiões Norte e Centro-Oeste, onde ele tem 41% da intenção de votos. A maior adesão a Lula e Marina está no Nordeste: 26,8% dos eleitores da região declararam votar no ex-presidente e 22% disseram que votariam na ex-ministra.

Lula em terceiro

Em um segundo cenário da pesquisa estimulada, em que Aécio é substituído por Alckmin como candidato tucano, Marina tem 26,6% das intenções de voto contra 25,4% do governador paulista: empate técnico considerando-se a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Neste panorama, Lula tem 20,5% da preferência do eleitorado. Em seguida vêm os nomes de Bolsonaro, Cunha e Caiado. O deputado do PP figura com 5,1% das intenções de voto, o presidente da Câmara, com 3,9%, e o líder do DEM no Senado, com 1,5%. Ao todo, 8,4% não responderam e 8,6% afirmaram não dar voto a nenhum destes seis candidatos.

Na terceira hipótese levantada pelo Paraná Pesquisas, José Serra lidera uma eventual disputa presidencial com 27,2% das intenções de voto, mas Marina Silva vem em seguida com 26,2%, outro empate técnico. Lula aparece também em terceiro com 20,1%. Bolsonaro teria, neste cenário, 5% das intenções de voto; Cunha, 3,3%; Caiado, 1,5%. Outros 8,2% dos eleitores não responderam e mais 8,4% afirmaram que não votariam nesses candidatos.

Em um eventual segundo turno, de acordo com a pesquisa, Aécio venceria tanto Lula quanto Marina. Pelo levantamento, Aécio teria 54,7% das intenções de voto e o ex-presidente, 28,3%. Em comparação com o cenário analisado em março de 2015 pelo Instituto Paraná Pesquisas, Aécio cresceu 3,2 pontos percentuais. Lula também cresceu, mas somente 1,1 ponto percentual. Contra Marina Silva, Aécio teria 49,2% em uma briga de segundo turno. A ex-ministra aparece com 35,5%.

O levantamento do instituto Paraná Pesquisas fez ainda uma sondagem sobre o político do PSDB com maior popularidade. Pela pesquisa, 38,4% dos eleitores disseram que Aécio é o político tucano com maiores chances de obter votos em uma disputa à Presidência da República; Serra foi citado por 13,1%  dos eleitores e Alckmin, por 12,8%. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tem o apoio de apenas 9,3% dos eleitores ouvidos.

Dilma

O levantamento Paraná Pesquisas também aponta que houve um crescimento de 9,6 pontos percentuais nos índices de desaprovação do governo Dilma Rousseff. De acordo com a pesquisa, 83,6% dos eleitores desaprovam a atual administração petista. No levantamento anterior, feito em março, o índice de desaprovação era de 74%. O maior descontentamento está entre os homens [85,2%] e jovens de 16 a 24 anos [86,7%].

Por escolaridade, a maior desaprovação ao governo Dilma está entre as pessoas com ensino médio: 85,4% dos eleitores com esse nível de instrução reprovam a administração petista. Entre as regiões, a rejeição maior está no Sudeste: 86,7%

Ainda de acordo com a pesquisa, 48,8% dos eleitores acreditam que a presidente não conseguirá terminar o mandato; mas outros 48,7% acham que ela concluirá a atual gestão. Além disso, 48,9% dos eleitores ouvidos acreditam que o país piorou nos últimos 6 meses e outros 19,5% acham que o Brasil “piorou muito”. Somente 6,3% das pessoas ouvidas acham que houve melhoria e apenas 0,8%, que o país “melhorou muito”.

O levantamento foi realizado com 2.060 eleitores entre os dias 24 e 27 de agosto em 154 municípios, de 23 estados mais o Distrito Federal. A pesquisa tem índice de confiança de 95%, com uma margem de erro estimada de 2 pontos percentuais.

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