Sarney diz que Lei da Copa terá prioridade no Senado

Para o presidente do Senado, projeto é o "mais importante" para o país no momento e, por isso, será tratado com "celeridade" na Casa

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), garantiu hoje (21) que a Lei Geral da Copa será prioridade na Casa. O projeto precisa ser votado pela Câmara dos Deputados, mas ainda não há uma data definida para isso. O texto estabelece direitos e obrigações temporárias da Fifa para a realização da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014.

Sem acordo, Câmara adia Lei Geral e Código Florestal
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Para Sarney, a prioridade será dada porque esse é o “tema mais importante para o Brasil” no momento.“Com os prazos que nós temos, na hora que chegar, nós imediatamente daremos grande celeridade, uma vez que a realização da Copa é muito importante para o país”, afirmou o presidente da Casa.

O projeto de lei seria votado ontem (20) na Câmara, mas a falta de acordo em torno do Código Florestal adiou novamente a votação. Ontem, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, estiveram na Câmara para pedir a votação do texto. “Houve uma compreensão muito clara de que o Brasil assinou um compromisso. Nós tivemos uma relação muito positiva de praticamente todos os líderes”, afirmou Ideli.

Caso o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), consiga um acordo, é possível que os deputados votem ainda hoje a Lei Geral da Copa. O principal ponto de discussão é a liberação de bebidas dentro dos estádios de futebol. Insatisfeita com a indefinição de uma data para a votação do novo Código Florestal, a bancada ruralista ameaça se aliar aos evangélicos em um movimento contra a liberação da venda de cerveja nas arenas esportivas durante os dois eventos esportivos. A Fifa cobra do Brasil a liberação, que contraria o Estatuto do Torcedor, alegando que o assunto havia sido acertado com o governo brasileiro quando o país foi anunciado como sede do mundial.

Troca-Troca

Para Sarney, a troca de líderes do governo no Congresso não afeta as relações do PMDB com o governo. Sarney classificou o ato da presidenta Dilma Rousseff como uma “coisa normal”. “Não há crise nenhuma. A presidente é que escolhe, de acordo com o regimento, os líderes dela, os nomes de confiança. É uma coisa normal”, disse.

Na semana passada, Dilma substituiu Romero Jucá (PMDB-RR) por Eduardo Braga (PMDB-AM) na liderança do Senado. Na Câmara, o deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) foi substituído por Arlindo Chinaglia (PT-SP).

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