Saiba mais sobre as irregularidades no concurso do Senado

Veja o histórico de problemas ocorridos na seleção, que oferece salários que chegam a R$ 24 mil por mês

A mais cobiçada seleção do momento está repleta de polêmicas. A primeira delas foi a contratação da Fundação Getúlio Vargas, a mesma responsável pela seleção de 2008. Naquela ocasião, a Casa fez vista grossa às denúncias de irregularidades e às provas grosseiramente copiadas de outras bancas. A mesma empresa foi contratada para consultoria que resultou na reforma administrativa do Senado, que ainda está sendo avaliada. Para o atual concurso, o contrato ocorreu por dispensa de licitação - ato que não compreende nenhuma ilegalidade - e previsão de que todos os valores arrecadados seriam destinados à instituição. A conta ficou gorda: as quase 158 mil adesões renderam cerca de R$ 32 milhões.

Concurso do Senado clonou gabaritos

Não faltam atropelos: edital de consultor com conteúdos desfasados em dez anos – assunto tratado com exclusividade pelo SOS Concurseiro/Congresso em Foco – e a inscrição no concurso da servidora Lúcia Maria Medeiros de Souza, responsável pelo contrato com a FGV e integrante da comissão interna, são alguns. Na visão de Davi dos Anjos, presidente da comissão, o último caso foi considerado “constrangedor”. Até o momento, Lúcia Maria foi excluída do concurso e do grupo organizador, mas não houve maiores sanções. O edital foi corrigido e as provas aplicadas com problemas no último domingo. Ao Senado, coube dizer que não tem nenhuma responsabilidade pelo ocorrido em quatro salas de Taguatinga, no Distrito Federal, e que cabe à organizadora remarcar a prova para 15 de abril, conforme cominucado da Casa na noite de ontem (veja íntegra aqui).

Mas, no último sábado (10), reagindo a artigo publicado no Congresso em Foco/SOS Concurseiro, que dizia que o concurso do Senado, que se realizaria no dia seguinte, estava até então marcado por problemas e falta de transparência, o secretário de Comunicação do Senado, Fernando César Mesquita, respondeu em sua página no Twitter que a matéria beirava "à leviandade", porque, segundo ele, "todos os problemas tinham sido corrigidos". Ou seja: na resposta pelo Twitter, o secretário tomava as dores de erros que então não eram atribuídos ao Senado. Além disso, o que se viu desde domingo foi o contrário do que ele afirmara: erros e mais erros não corrigidos.

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