Romário propõe audiência pública com Anitta e funkeiros para debater proposta que criminaliza o funk

O senador Romário (PSB-RJ) convidará um time de músicos funkeiros para uma audiência pública no Senado contra uma proposta que tramita no Congresso com objetivo de criminalizar o funk. Por meio de seu perfil na rede social Instagram, Romário disse ser “totalmente” contrário à proposta do empresário paulista Marcelo Alonso, autor de relatório que reuniu mais de 20 mil assinaturas no site do Senado para apoiar a proposta legislativa de criminalização do ritmo musical.

“Eu, como um carioca nato e um eterno funkeiro, sou totalmente contra essa proposta. Além de ser inconstitucional, por atentar contra a liberdade de expressão, o funk tira pessoas do desemprego, gera renda e movimenta a economia”, ressaltou.

Cantores como Anitta, Mc Marcinho, Cidinho e Doca (compositores do “Rap da Felicidade”), Mc Koringa, MC Bob Rum (compositor do “Rap do Silva”), Valesca Popozuda, Bochecha e Tati Quebra Barraco estão entre os convidados de Romário para a audiência pública.

Romário também convidou o doutor em Antropologia Social Hermano Vianna, autor do livro O mundo funk carioca; a antropóloga Mylene Mizrahi, autora do livro A estética funk carioca; e a produtora de eventos Carol Sampaio. O autor da sugestão de proposta legislativa também será convidado, de acordo com Romário.

Já em sua rede social no Facebook, o senador postou animação simulando uma conversa no WhatsApp para defender a importância do funk como ritmo musical.

 

 

Pancadões

A proposta foi sugerida no site do Senado por meio da Comissão de Legislação Participativa, órgão em que qualquer cidadão pode sugerir uma ideia de lei. Após sugerida, se em quatro meses ela receber 20 mil assinaturas, é encaminhada para a relatoria de um dos senadores, a partir de quando pode entrar em andamento na Casa.

Para o autor da proposta, a ideia é tipificar o funk como crime que atenta contra a saúde pública, com desdobramentos em famílias, crianças e adolescentes. “Os chamados bailes de 'pancadões' são somente um recrutamento organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos a prática de crime contra a criança e o menor adolescentes ao uso, venda e consumo de álcool e drogas, agenciamento, orgia e exploração sexual, estupro e sexo grupal entre crianças e adolescente, pornografia, pedofilia, arruaça, sequestro, roubo e etc”, diz trecho da sugestão de lei.

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