Rollemberg recua em projeto que reduz administrações regionais

Governador do DF diz que não desistiu da ideia de enxugar número de regionais, mas vai rever estratégia. Proposta enfrenta grande resistência de deputados distritais e lideranças comunitárias

Sylvio Costa e Renato Ferraz

 

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), admitiu nesta manhã, em entrevista ao Congresso em Foco, que não conseguirá aprovar na Câmara Legislativa o projeto de lei que reduz o número de administrações regionais de 31 para 25. A proposta, de autoria do Executivo, perambula pela Casa desde 19 de fevereiro e enfrenta fortes reações de deputados distritais e dos chamados “líderes” comunitários. “Vamos retirar o projeto ou mesmo deixar que os deputados o rejeitem”, disse Rollemberg.

Ele, no entanto, garante que não desistirá do tema. “Vamos rever as estratégias”, afirmou. Rollemberg insiste em criar conselhos de representantes comunitários e diz que até o fim do seu governo os administradores regionais serão escolhidos por eleições diretas.

O projeto está nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Economia Orçamento e Finanças (Ceof) e já ganhou até substitutivo da oposição. No geral, ele prevê 1,3 mil comissionados a menos e gastos de R$ 5,5 milhões (contra R$ 7 milhões atuais).

Sobre as críticas e ameaças dirigidas a ele pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT), em entrevista à revista Veja Brasília, Rollemberg ironizou: “De fato, a crise foi fabricada. Mas por ele, Agnelo. Aliás, ele já foi julgado nas urnas e sabe o que os brasilienses pensam dele”. Na entrevista, Agnelo diz que não deixou rombo e que tentam desconstruir seu governo com uma “crise fabricada”.

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