Rodrigo Maia é o novo presidente da Câmara

Propondo diálogo entre governo e oposição, deputado do DEM do Rio de Janeiro ganha Rogério Rosso no segundo turno e assume a presidência até fevereiro. Em seu primeiro discurso, prometeu "governar com simplicidade" e marcou sessão não deliberativa para esta quarta-feira

Político desde o berço, Rodrigo Maia (DEM-RJ) é o novo presidente da Câmara dos Deputados. Maia foi o mais votado no primeiro turno, com 120 votos, e venceu também no segundo turno com outros 285 votos. Agora, ocupará o cargo até fevereiro de 2017 – quando haverá nova eleição para a Mesa Diretora.

Em seu primeiro discurso à frente da Câmara, Maia agradeceu aos apoiadores e prometeu "governar com simplicidade e pacificar o plenário". Ressaltou que quem pauta a Câmara é a sociedade e não o governo. Ainda marcou sessão não deliberativa para esta quarta-feira às 15h. A primeira sessão deliberativa presidida por Rodrigo Maia acontecerá apenas após o recesso parlamentar, em agosto.

Aos 46 anos, Rodrigo Maia é filho do ex-prefeito do Rio e atual vereador da cidade, Cezar Maia, e já é um dos deputados mais experientes – está no quinto mandato. Seu nome é considerado como o anti-Cunha, o que foi determinante para receber o apoio de partidos como o PDT e o PCdoB.

Maia chegou a sofrer ataques da bancada evangélica durante as negociações para a votação em segundo turno. “Precisamos construir uma agenda de votações para ajudar o país a superar a crise. É importante que o plenário volte a ser soberano e o voto de cada deputado não tenha veto e cinco ou seis líderes decidam por todos”, disse.

Tanto Maia, quanto o deputado derrotado, Rogério Rosso (PSD-DF) tinham o apoio do Palácio do Planalto. Maia chegou a ser cotado para ser o líder do governo na Casa, mas, por influência do "centrão", grupo suprapartidário liderado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Temer escolheu André Moura (PSC-SE).

Para chegar à presidência, contou também o apoio de partidos como PSDB, PPS, PSB e DEM. Ainda desbancou Júlio Delgado (PSB-MG), que havia colocado seu nome para a disputa, mas resolveu não registrar a candidatura em nome da unidade dos partidos.

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