Roberto Teixeira é novo alvo de investigação do Ministério Público

MP afirma que advogado de Lula foi designado para representar ex-presidente nas ações de compra do sítio de Atibaia (SP). Antigo dono do empreendimento reconheceu participação de Teixeira

Reprodução/Youtube
A atuação do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no suposto uso de terceiros para compra do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP) foi destacado pela força-tarefa da Operação Lava Jato. De acordo com o Ministério Público Federal, nas operações de compra do sítio também se verifica a participação do advogado Roberto Teixeira, sendo responsável por representar o ex-presidente, bem como a seus familiares, em ações judiciais. As informações foram publicadas no jornal Estadão.

A compra do sítio, realizada com R$ 1,5 milhão, foi registrada no escritório de Teixeira. O imóvel está em nome de dois sócios de um dos filhos de Lula, Jonas Suassuna e Fernando Bittar – filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar (PT), amigo do ex-presidente.

“O fato de o advogado Roberto Teixeira ter participado da aquisição do sítio, tendo sido inclusive lavrado as escrituras das compras em seu escritório, somado à circunstância de Roberto Teixeira ser bastante próximo de Lula e de sua família, e não de Jonas Suassuna e Fernando Bittar, formais adquirentes do sítio, é mais um sinal de que esses ‘amigos da família’ serviram apenas para ocultar o fato de que foi em favor de Lula que o sítio foi adquirido”, registra a força-tarefa da Lava Jato, no pedido de buscas da Operação Aletheia – 24ª fase da Lava Jato.

Segundo os procuradores, a participação de Teixeira na aquisição do sítio foi reconhecida por Adalton Emilio Santarelli, antigo dono do Sítio Santa Bárbara. “Informou que Roberto Teixeira foi o advogado que representou Jonas Suassuna e Fernando Bittar na aquisição do imóvel, em 2010”.

Um dos indícios anexados ao pedido de investigação apresentado ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato, é um e-mail remetido pelo compadre de Lula “no qual a utilização de Jonas Suassuna como pessoa interposta fica bastante clara”. De acordo com o Estadão, Moro transcreveu o e-mail em seu despacho: “Conforme solicitado, segue minuta das escrituras de ambas as áreas. Falei ontem com o Adalton e a área maior está sendo posta em nome do sócio do Fernando Bittar. Qualquer dúvida, favor retornar.”

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