Renan promete acelerar votação do PNE, dizem estudantes

Presidentes e integrantes de entidades representativas, como UNE e Ubes, pediram ao presidente do Senado rapidez em aprovar os 10% do PIB para a educação. Cerca de 3 mil protestaram em frente ao Congresso

Cerca de 3 mil manifestantes, convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), protestaram em frente ao Congresso Nacional pedindo mais recursos para a educação. Após reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), eles anunciaram que o peemedebista se comprometeu em acelerar a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE).

Os estudantes, na manifestação e ao presidente do Senado, defenderam a aplicação de 100% dos royalties do petróleo na área, rapidez na aprovação pelo Senado do Plano Nacional de Educação (PNE) e o passe livre no transporte público. O protesto começou com uma marcha pela Esplanada dos Ministérios.

Com cartazes e bandeiras, eles pediram os 100% dos royalties para a educação, passe livre no transporte público e pressa na aprovação do PNE. O plano foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no início do mês e ainda precisa passar pelas comissões de Educação (CE) e Constituição e Justiça (CCJ).

Após a manifestação, que terminou com boa parte dos estudantes mergulhando e fazendo festa no espelho d'água do Congresso, 14 representantes de entidades tiveram um encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O encontro ocorreu por aproximadamente uma hora.

"O Congresso Nacional está há dois anos e meio debatendo o PNE. Queremos que o Senado reafirme a garantia de 10% do PIB [Produto Interno Bruto] para a educação, conforme prevê o plano. O presidente Renan se comprometeu a acelerar a tramitação. Não podemos admitir que, em pleno século 21, tenhamos mais de 10 milhões de analfabetos", afirmou a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros.

Segundo Virgínia, os estudantes estarão novamente no Congresso na próxima quarta-feira (3) para pressionar os senadores a aprovar o PNE. Além disso, querem mudanças no projeto dos royalties aprovado terça-feira (25) pela Câmara. Os deputados alteraram a proposta do governo. Inicialmente, 100% dos lucros do petróleo no pré-sal iriam para a educação. No entanto, o texto aprovado prevê 75% para a área e 25% para a saúde.

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!