Renan deixa votação de MPs nas mãos dos líderes

Presidente do Senado descartou leitura no plenário por causa do compromisso de não apreciar com menos de sete dias úteis. Após pressão de governistas, convocou reunião para tratar do tema

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deixou a decisão de analisar as duas medidas provisórias que perdem a validade na próxima segunda-feira (3) nas mãos dos líderes partidários. Após sinalizar que as propostas seriam lidas ainda hoje, o peemedebista descartou a possibilidade no início da tarde. No entanto, pressão de governistas fez Renan convocar o colégio de líderes para definir o assunto.

Durante o dia, Renan primeiro evitou confrontar o governo e que o Senado poderia votar as duas medidas provisórias. Mais tarde, ao ser questionado por jornalistas, afirmou que "isso não é uma questão política, é uma questão matemática". Depois, acrescentou que deu o prazo de sete dias para a Casa analisar uma MP. Na sequência, comunicou à secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, que os senadores não leriam nenhuma das duas propostas.

Líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE) pediu ao primeiro vice-líder do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que as medidas provisórias fossem lidas. Viana ficou de conversar com Renan. A MP 605/12, que diminui a conta de luz em até 18%, já foi aprovada pela Câmara. Já a MP 601/12, da desoneração de diversos setores da economia, ainda está na análise dos destaques após aprovação do texto base.

Após as manifestações de líderes governistas, Renan convocou a reunião. Após a aprovação da Medida Provisória 595/12, a MP dos Portos, o presidente do Senado decidiu que nenhuma medida provisória seria analisada pela Casa com menos de sete dias úteis. Caso os senadores decidam votar, o texto pode ser analisado amanhã (29), véspera de feriado, ou na próxima segunda-feira (3). Ambos serão dias de quorum mais baixo.

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