Rejeição a Rodrigo Rollemberg no Distrito Federal chega a 46,6%

Segundo o instituto Paraná Pesquisas, índice de aprovação do governo é um pouco menor – 45,7%. Rejeição é maior na classe C e entre os homens, sobretudo aqueles com idade entre 25 e 34 anos

Levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, que o Congresso em Foco divulga em primeira mão, revela que 46,6% dos moradores do Distrito Federal (DF) reprovam a gestão do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O índice de aprovação dele é um pouco inferior ao de aprovação – 45,7%.

O instituto ouviu 1.280 eleitores entre os dias 25 e 28 de maio. A pesquisa tem grau de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais.

Por faixa econômica, a maior taxa de rejeição ao governo Rollemberg está na classe C, aquela cuja renda média mensal familiar fica entre R$ 1.064 e R$ 4.591. Ao todo, 50,6% dos brasilienses de classe C desaprovam a atual administração do DF. A maior aprovação está nas classes A e B (famílias com renda superior a R$ 4.591), onde ela chega a 48,0%.

Por faixa etária, o maior descontentamento está entre as pessoas com idade entre 25 e 34 anos: 49,8%. O maior índice de aprovação (48,9%) foi encontrado entre os brasilienses com 16 a 24 anos.

O prestígio de Rodrigo Rollemberg é mais alto na população feminina do que na masculina. Os percentuais de desaprovação encontrados foram de 49,7% para os homens e de 43,8% para as mulheres.

Luz amarela

“A pesquisa mostra que Rollemberg é um administrador razoável. O momento é bom para ele em comparação com outros gestores, cujos percentuais de aprovação são bem inferiores”, analisa o diretor do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.

Ele observa, no entanto, que o eleitorado de Brasília está sinalizando para o governador uma “luz amarela que está indo para luz vermelha”. Segundo Murilo Hidalgo, Rollemberg vive o drama dos “governadores não reeleitos, que herdaram uma situação muito difícil”: “Hoje eles pagam pela expectativa que criaram na campanha eleitoral e o cidadão mais pobre, o que mais precisa, é aquele que mais sente o efeito da crise”.

A pesquisa demonstra que 37,7% dos brasilienses acreditam que nada mudou em comparação com a gestão Agnelo Queiroz (PT). Outros 30,7% acham que o Distrito Federal está pior administrado e 25,8% afirmam que houve melhorias nos primeiros cinco meses do novo governo distrital.

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