Randolfe pede ao STF que investigue lista da Odebrecht “em profundidade”

Senador repassou 36 páginas de sua conta corrente entre 2012 e 2014, período referente às planilhas da empreiteira, à PGR. Randolfe afirma nunca ter tido contato com empreiteiras

O líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP) encaminhou na tarde desta quinta-feira (7) ofício ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no qual solicita investigação "em profundidade" sobre a "procedência e veracidade" da lista da Odebrecht, criada a partir de documentos apreendidos em fevereiro, na 23ª fase da Operação Lava Jato. Em nota encaminhada pela assessoria de imprensa do senador, o parlamentar explica que o nome "Randolfo", detalhado nas planilhas com o codinome de "Múmia" e com localização em Amapá causou "natural perplexidade". Randolfe destaca também que sequer participou das corridas eleitorais de 2012 e 2014, anos a que se refere a lista.

Leia mais:
Quem é quem na "lista da Odebrecht"

"Na página 12 do Arquivo 9 do material apreendido pela PF, sob o número 218 da planilha, aparece o nome de ‘Randolfo’, identificado pela sigla ‘PSOL’ e por um codinome, ‘Múmia’. Pelo registro do arquivo, o citado ‘Randolfo’, localizado em AMAPÁ-MACAPÁ, teria sido o beneficiário em 2012 de três ‘doações’ da Odebrecht, totalizando R$ 450 mil, pagos em três depósitos naquele ano: R$ 150 mil em 01/agosto, outros R$ 150 mil em 15/agosto e mais R$ 150 mil em 18/setembro. Na última coluna da planilha, dedicada ao suposto responsável pela transação (RESP), estão as iniciais do indivíduo que aparentemente controlava as operações, um certo ‘AB’", detalha o texto enviado pela assessoria do senador.

Leia íntegra do ofício enviado ao MPF

Na nota, Randolfe pede que "especificamente" no caso ligado a ele, a Procuradoria Geral da República (PGR) apure a "eventual" relação entre o nome "Randolfo" e o senador, que anexou ao ofício quatro páginas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os dados do financiamento eleitoral e os gastos da campanha que disputou, em 2010. Além disso, o líder da Rede repassou à PGR 36 páginas de sua conta corrente no Banco do Brasil, abrindo o seu sigilo bancário entre os anos de 2012 e 2014, período referente às planilhas apreendidas.

“Nunca recebi, a título pessoal ou em campanha, nenhum valor da Odebrecht ou de qualquer outra empreiteira. Não conheço, não tenho e nunca tive contato com qualquer pessoa da referida empresa, seja de qualquer nível, e nunca agi no Parlamento para atender interesses privados de quem quer que seja. Todas as doações recebidas, declaradas e registradas para a última campanha que fiz, para o Senado em 2010, totalizaram exatos R$ 189.650, oriundos de pessoas físicas e pequenas empresas. Neste Senado, neste Congresso, sou e serei sempre um parceiro vigoroso do Ministério Público Federal e de todos que cerram fileiras para livrar o Brasil dos corruptos e da corrupção”, enfatizou Randolfe.

Mais sobre Operação Lava Jato

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!