Quase sete horas depois, Senado retoma votação final da reforma trabalhista

 

As senadoras oposicionistas Fátima Bezerra (PT-RN), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lídice da Mata (PSB-BA) se renderam no início da noite desta terça-feira (11) e deixaram o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), dar andamento à votação da reforma trabalhista na Casa. A ocupação da Mesa Diretora do plenário do Senado pelas parlamentares durou pouco mais de seis horas. Antes, no entanto, houve muito empurra-empurra, troca de acusações, gritaria e dedos em riste. De um lado, a oposição apoiava o movimento das senadoras. Do outro, governistas criticavam o que chamavam de "invasão" do comando do plenário.

Reforma trabalhista: senadoras oposicionistas ocupam Mesa e Eunício manda desligar luz e som do plenário

A ocupação das parlamentares teve o objetivo de atrasar a sessão que apreciaria a reforma trabalhista e estava prevista para começar ainda pela manhã. No início da ocupação e durante boa parte da tarde, o plenário teve os microfones desligados, bem como as luzes apagadas e o ar-condicionado cortado a pedido de Eunício. As senadoras chegaram a almoçar na Mesa do plenário.

No início da noite, ainda sem consenso, Eunício utilizou um microfone improvisado para anunciar que estava dando um prazo de 20 minutos para que os parlamentares chegassem a um entendimento. No entanto, em seguida, diminui o tempo para 10 minutos. Após uma tarde de intensas negociações, a senadora Fátima Bezerra deu lugar para Eunício sentar.

O senador Lindberg Farias (PT-RJ), com dedo em riste, tentou subir na Mesa Diretora do plenário, mas foi contido por seguranças. Aos poucos, as demais senadoras se renderam e deixaram a Mesa. Pouco mais das 18h30, depois de ter iniciado o processo de votação, Eunício, conseguiu retomar a cadeira da presidência do Senado e decidiu dar tempo para que os líderes encaminhassem como os senadores dos partidos devem votar.

Depois de passar por três comissões na Casa, a reforma trabalhista entrou na pauta do plenário  em regime de urgência. Antes, a matéria passou pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE), de Assuntos Sociais (CAS, onde foi rejeitada) e de Constituição e Justiça (CCJ).

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