PT vira motivo de chacota em festa de Cunha com baixo clero

Os alvos preferidos das piadas foram os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Relações Institucionais), apelidados de Freddie Mercury e Pepe Legal, respectivamente

A noite foi animada para apoiadores de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), eleito ontem (domingo, 1º) presidente da Câmara com quase o dobro dos votos do candidato governista, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em uma mansão no Lago Sul, bairro valorizado de Brasília, peemedebistas e representantes de partidos com menos representatividade no Congresso – o chamado “baixo clero” – passaram a noite entre piadas sobre a articulação do Planalto e drinques bancados por Cunha, o anfitrião. Até o ex-presidenciável PRTB, Levy Fidelix, esteve na festa e se revezou com os pares nas galhofas e bravatas contra petistas.

Os alvos preferidos dos convivas foram os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Relações Institucionais), apelidados de Freddie Mercury – em razão do bigode assemelhado ao do vocalista da histórica banda britânica Queen – e Pepe Legal, cavalo protagonista de desenho animado cuja característica principal é ser desastrado, com direito a tiros no próprio pé – como lembra reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que relata detalhes do que aconteceu na festa, não prestigiada pelo vice-presidente do PMDB, Michel Temer.

“Enquanto circulava, o presidente da Câmara dedicou um bom tempo às queixas dos partidos nanicos. Copo de uísque na mão direita, Levy Fidelix vociferava contra o também diminuto PTdoB, o ausente Luis Tibé. ‘Ele é traíra! Queria f... a gente, vá pra China! A gente queria fazer um grupo para apoiar o Eduardo e ele tentou vender a gente pro governo em troca de carguinho!”, diz a matéria assinada pelo repórter Bruno Boghossian.

Segundo a reportagem, Fidelix levava no bolso do terno documento que supostamento provava que ele tentou aderir à candidatura de Eduardo Cunha. O objetivo do presidente do PRTB, acrescenta o jornal, é formar um bloco com outros partidos “nanicos” e ser indicado para o comando de alguma comissão temática da Câmara.

“É o início do fim do ciclo do PT”, anunciava o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), candidato a líder da bancada peemedebista na Câmara. “O Pepe achou que era o cozinheiro do Congresso, mas vai ter que servir cafezinho”, ironizava um peemedebista.

Entre piadas, cochichos e bebericos, Cunha circulava entre as mesas e procurava dar atenção aos convidados, jantou por volta da meia-noite e deixou a festa depois de 1h manhã. Além dos já citados, compareceram à festa, entre outros, o ex-ministro da Integração no governo Lula, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o vice-presidente do PSC e ex-presidenciável do partido, Pastor Everaldo, e o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira. “Aécio Neves e seus correligionários nem chegaram perto da festa, apesar de dirigente do PSDB terem comemorado a vitória de Cunha como gol em Copa do Mundo”, observou ainda a reportagem.

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