PT tentou repatriar R$ 20 milhões para campanha de Dilma, diz Youssef

Segundo reportagem da Folha, doleiro não identifica com precisão quem foi o emissário petista que lhe sugeriu a negociata e deixa claro não ter se envolvido na campanha da reeleição. Depoimento foi dado em ação movida pelo PSDB

Um dos principais delatores do petrolão, o doleiro Alberto Youssef declarou à Justiça Eleitoral que um emissário da campanha de reeleição da presidenta Dilma Rousseff o procurou, no ano passado, para resgatar R$ 20 milhões depositados no exterior. Mas, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Youssef não identifica com precisão quem seria esse personagem e deixa claro não ter se envolvido na campanha da petista.

O delator, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras, disse ainda que só não executou a operação de repatriação do dinheiro porque foi preso antes, em março de 2014, quando foram deflagradas as primeiras ações da Operação Lava Jato. O assunto veio à tona no depoimento depois que Youssef foi questionado sobre reportagem da revista Veja, publicada na época das eleições, com a informação dos R$ 20 milhões.

“Olha, uma pessoa de nome Felipe me procurou para trazer um dinheiro de fora e depois não me procurou mais. Aí aconteceu a questão da prisão, e eu nunca mais o vi”, afirmou Youssef no depoimento à Justiça, em ação que o PSDB move contra Dilma no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2014, depois que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi derrotado pela petista nas urnas.

Youssef disse ainda ter conhecido Felipe por meio de um conhecido identificado como Charles, dono de uma rede de restaurantes em São Paulo. Sequer o sobrenome foi mencionado na delação. “Se não me engano, o pai dele tinha uma empreiteira. Não consigo me lembrar [qual seria essa empresa]”, acrescentou o doleiro, garantindo que o dinheiro iria para a campanha de Dilma.

O jornal lembra que Youssef está preso em Curitiba desde março de 2014. Acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e envolvimento com organização criminosa, ele assinou acordo de delação premiada em setembro do ano passado para colaborar com as investigações e, desde que apresente provas do que diz, reduzir sua pena.

Leia a íntegra da reportagem

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