PT quer presidência ou relatoria de nova CPI da Petrobras

Líder do partido na Câmara, Sibá argumenta que a escolha é uma prerrogativa do partido que tem maior bancada na Casa. No caso, o PT, com 69 deputados

O PT vai reivindicar a presidência ou a relatoria da nova comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as denúncias de fraudes nas licitações de contratos da Petrobras, disse hoje (4) o líder do partido na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC). Ontem (3), a oposição conseguiu o número suficiente de assinaturas para a criação da CPI. Nesta quarta-feira, a Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara confirmou 182 assinaturas das 171 necessárias.

Sibá ressaltou que a escolha é uma prerrogativa do partido que tem maior bancada na Casa, no caso, o PT, que tem 69 deputados. “Não vale, nesses casos, a formação de blocos. O que vale aqui é o tamanho das bancadas. A maior vai reivindicar a relatoria ou a presidência. Nesse caso, é direito nosso, e nós vamos reivindicar”, afirmou Sibá, ao sair de reunião da bancada do PT.

O próximo passo para a instalação da CPI é a leitura do requerimento no plenário pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em seguida, os líderes partidários terão prazo de até cinco sessões ordinárias para apresentar os nomes dos integrantes da comissão, como prevê o Regimento da Câmara.

Se algum partido deixar de indicar representante para a comissão, caberá a Eduardo Cunha a indicação. Sem definir uma data, Cunha já avisou que fará o que prevê o regimento e determinará a instalação da CPI.

Sibá criticou a aprovação da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, que trata da reforma política e eleitoral, promovida por Cunha. Com a aprovação da admissibilidade, foi criada uma comissão especial para analisar a proposta. Segundo o petista, o presidente da Câmara está indo rápido demais no debate. “Temos um presidente na Casa que botou uma peça de chumbo na sola do sapato, querendo acelerar o máximo dentro daquilo que ele entende ser o melhor”, afirmou.

A admissibilidade da PEC da Reforma Política e Eleitoral foi aprovada ontem (3), depois de horas de discussões e obstrução de partidos como PT, PCdoB e  PSOL.

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