PT nega recebimento de propina do ‘petrolão’

Executivo investigado pela Polícia Federal calcula em cerca de R$ 4 milhões a verba repassada ao partido entre 2008 e 2011

Em nota divulgada na noite desta quarta-feira (3), o Partido dos Trabalhadores negou a afirmação do executivo da empreiteira Toyo Setal Augusto Mendonça de que “doações oficiais” eram feitas à legenda por meio de desvios em contratos da Petrobras. A nota, assinada pela Secretaria de Finanças do PT, diz que todas as contribuições de campanha são feitas “em conformidade com a legislação eleitoral”.

As declarações de Mendonça fazem parte do acordo de delação premiada feito com a Justiça Federal no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que desbaratou um esquema bilionário de fraudes na Petrobras. Segundo o executivo, a propina que ia para o PT tinha como canal o ex-diretor de Engenharia e Serviços da estatal Renato Duque, além de “remessas em contas indicadas no exterior” e “parcelas em dinheiro”. Mendonça calcula em cerca de R$ 4 milhões a verba repassada ao partido entre 2008 e 2011, e diz que a tarefa cabia a Duque.

O executivo disse ainda que as empresas que pagavam as propinas, todas com contratos fechados com a Petrobras, eram a Setec Tecnologia, a PEM Engenharia e a SOG Óleo e Gás. Questionado sobre as acusações do representante da Toyo Setal, o Palácio do Planalto diz que doações de campanha são assunto de responsabilidade do PT.

Confira a íntegra da nota:

“Reiteramos que o PT somente recebe doações em conformidade com a legislação eleitoral vigente. No caso específico, o próprio depoente reconhece em seu depoimento que foi orientado pela secretaria de Finanças do PT a efetuar as doações na conta bancária do partido. Os recibos foram declarados na prestação de contas apresentada ao TSE. Ou seja, todo o processo ocorreu dentro da legalidade. Secretaria de Finanças do Partido dos Trabalhadores”

Mais sobre a Operação Lava Jato

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!