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Psol denuncia Alberto Fraga por “fake news” sobre Marielle, e deputado fecha conta no Twitter e no Facebook

 

A liderança do Psol na Câmara anunciou que vai entrar com representação no Conselho de Ética contra o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) por ter difundido nas redes sociais mensagem caluniosa e difamatória contra a vereadora carioca Marielle Franco (Psol), assassinada a tiros na semana passada. Depois de reproduzir texto que associava a vereadora à facção criminosa Comando Vermelho e ao narcotraficante Marcinho VP, Fraga apagou o tuíte e, em seguida, fechou sua conta no Twitter e no Facebook.

Fraga disse que não teve a intenção de propagar informação falsa e que se equivocou ao difundir o texto sem checar sua autenticidade. O partido de Marielle também vai representar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a desembargadora Marilia Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’, ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores. Ela, mais do que qualquer outra pessoa ‘longe da favela’ sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava”, postou a magistrada.

Um dos líderes da chamada bancada da bala, Fraga criticou, em entrevista ao Congresso em Foco, a cobertura jornalística dada ao assassinato de Marielle e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes. “Por exemplo: morreram 27 policiais [em 2018] e não teve comoção. Morrem duas mulheres por hora, não tem comoção. Aí, é assassinada uma vereadora do Psol e transformam a mulher em mártir? Acabei de ver um vídeo com ela detonando a imprensa, ‘os inimigos do povo’, que seria a imprensa, a Rede Globo. Não vou entrar mais nessa questão. Como eu chequei e vi que as informações não tinham uma fonte idônea, aí falei [para o colega deputado]: ‘Você tem razão, vou retirar’. Mas não porque estavam me xingando, mas porque quero uma coisa justa”, afirmou o deputado.

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Mas o próprio parlamentar admitiu que não fez a postagem por equívoco. “Eu vi várias publicações. E, em virtude da movimentação que a esquerda está fazendo em torno da morte da vereadora, insinuando sem nenhum indício, sem nenhuma prova, que a foi a polícia [a autora do assassinato], eu então eu vi o post – aliás, não foi um; foram vários posts – e retuitei. E, ao retuitar, um bando de fanáticos – que eu já conheço, e estou pouco me lixando para eles – começou a fazer xingamento”, disse o deputado.

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