PSDB se antecipa ao PMDB e fecha questão a favor da PEC do teto de gastos

Tucanos decidem apoiar a medida sob o argumento de que o teto é fundamental para reequilibrar as contas públicas e corrigir distorções criadas pelo governo Dilma. Executiva do PMDB se reúne esta tarde para tomar a mesma decisão

A bancada do PSDB na Câmara fechou questão para votar a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos, apresentada pelo presidente Michel Temer. Em reunião realizada na noite dessa terça-feira (4), os tucanos decidiram apoiar a medida sob o argumento de que o teto é fundamental para reequilibrar as contas públicas e corrigir distorções criadas pelo governo Dilma Rousseff.

 

A Executiva do PMDB se reúne esta tarde para tomar a mesma decisão. O líder do partido na Câmara, Baleia Rossi (SP), entregou ontem à noite ao presidente do PMDB, Romero Jucá, uma lista apoiada por 50 deputados pedindo que o comando partidário feche questão sobre a PEC do teto dos gastos. Eles propõem que os parlamentares que votarem contra a proposta fiquem sujeitos a punições como advertência e até expulsão da sigla.

Para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), a aprovação de um limite para as despesas públicas é uma sinalização de que o país está prestes a sair da recessão.  “Na reunião da bancada, o fechamento de questão a favor da PEC foi proposto pelos próprios deputados em razão da urgente necessidade de recuperar a economia e corrigir o descalabro que os governos do PT provocaram nas contas públicas”, afirmou Imbassahy.

O tucano compara a PEC à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), criada no governo Fernando Henrique Cardoso. “A proposta será um marco na gestão pública como foi a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os governos do PT elevaram os gastos a níveis insuportáveis para a sociedade, que nunca pagou tanto imposto, e reduziram drasticamente a capacidade de investimento do país. O PSDB dará a sua contribuição para aprovar a PEC porque ela é importante para o Brasil”, afirmou o líder tucano. O deputado alega que, diferentemente do que sustenta o PT, a proposta não vai reduzir os recursos destinados à saúde e à educação. Os petistas prometem obstruir a votação da PEC, prevista na comissão especial para a próxima semana.

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