PSB mantém Carlos Siqueira na presidência do partido e pode não apoiar presidenciáveis

 

O PSB reconduziu, neste sábado (3), Carlos Siqueira à presidência da sigla pelos próximos três anos por aclamação. Apenas a chapa liderada por Siqueira disputou o comando do partido. Siqueira comanda o PSB desde a morte do principal líder do partido, Eduardo Campos, em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014. Ontem (sexta), a convenção nacional do partido também aprovou uma resolução para que a sigla não apoie formalmente nenhum dos atuais candidatos à Presidência da República.

Alas do PSB se dividem entre o desejo de apoiar somente candidatos de esquerda ou o tucano Geraldo Alckmin (PSDB).

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O partido anuncia uma guinada à esquerda para “voltar às origens”, o que pode complicar os planos de Márcio França, vice-governador de São Paulo, a lançar candidatura para o Palácio dos Bandeirantes com o apoio do atual governador. França também tem em seu caminho a possibilidade de o tucanato decidir mesmo ter candidato próprio e lançar um dos três pré-candidatos - João Doria, Floriano Pesaro e Luiz Felipe D’Ávila - que tentam ganhar musculatura dentro do partido para a disputa.

Carlos Siqueira afirmou que esta será a primeira vez que o partido terá três nomes competitivos na região Sudeste, sendo França um deles. A expectativa do partido é eleger pelo menos dez governadores nas eleições de 2018.

Disputa ao Planalto

Na abertura da convenção, na última quinta-feira (1), Siqueira afirmou que o ideal era que o partido tivesse um nome próprio para a disputa para a Presidência da República, mas que a decisão será tomada no momento certo.

O nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa é aventado para ser o nome do partido ao Planalto, mas ele ainda não se decidiu sobre a possível candidatura e não se filiou ao partido. Recém-filiado ao partido, o ex-ministro Aldo Rebelo também é um nome citado dentro da sigla para concorrer à Presidência.

Ontem (sexta, 2), o partido aprovou resolução para não apoiar formalmente nenhum dos candidatos atuais. As demais propostas do documento - de não ter candidatura própria, liberar os estados para que façam alianças próprias e apoio às candidaturas de esquerda - ainda precisam ser debatidas pelo diretório nacional eleito neste sábado.

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