Protestos contra “pacote de maldades” do governo são feitos no DF e pelo menos oito estados

Além de Brasília, também registraram manifestações Bahia, Espírito Santo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Manifestantes atacam teto dos gastos e propostas de reforma

 

 

 

Manifestantes ocuparam avenidas e estradas em pelo menos oito estados e no Distrito Federal na manhã desta sexta-feira (11) contra a proposta de emenda constitucional (PEC 241 na Câmara, e 55 no Senado) que limita os gastos públicos, que deve ser votada nos próximos dias pelos senadores em plenário, e outras medidas do governo chamadas por eles de “pacote de maldade”. As ações foram lideradas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e por diversos sindicatos. Além de Brasília, também registraram manifestações Bahia, Espírito Santo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

Na capital federal, motoristas de ônibus e professores da rede pública paralisaram suas atividades. Eles protestam contra a PEC do teto dos gastos, as reformas trabalhista e da Previdência, o projeto que regulamenta a terceirização, a “entrega do petróleo do pré-sal a empresas estrangeiras” e a reformulação do ensino médio por medida provisória. Parte dos manifestantes em Brasília se concentraram em frente ao Ministério da Educação.

O secretário da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, disse que não há intenção de conversar com representantes do governo. “Não há diálogo quando se tem um golpe, não há diálogo com os setores da sociedade. Continuaremos fazendo manifestações até que os retrocessos sejam revertidos”, declarou à Agência Brasil.

Na Grande São Paulo, manifestantes atearam fogo em pneus para impedir a passagem de motoristas. Trechos das rodovias Anchieta, Dutra e Régis Bittencourt foram bloqueados. No interior do estado, também houve protesto de motoristas de ônibus.

Em Pernambuco as manifestações envolveram rodoviários, mulheres, centrais sindicais e movimentos de moradia e sem-terra. Pautas locais e de categorias específicas também foram levantadas nos atos. No caso dos rodoviários, eles protestam ainda contra assaltos a ônibus e mudanças na organização do serviço no estado. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco (STTREPE), em 2016 foram registrados 1.564 assaltos, um trabalhador foi morto e outros três baleados.

Com informações da Agência Brasil

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