Promessas de austeridade, fuga da polícia, jogada de marketing e morte marcam posse dos prefeitos

João Doria, de São Paulo, o vice Bruno Covas e todo o secretariado vão vestidos de gari às 6h da manhã para trabalhar nesta segunda-feira

O novo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), decidiu cortar metade dos gastos com salários de funcionários comissionados (fora da carreira) e 25% dos valores totais de todos os contratos da prefeitura. O anúncio foi feito durante o discurso de posse neste domingo (1).

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Crivella também anunciou que criou uma comissão para investigar os super salários pagos pela prefeitura, além de uma auditoria nas contas dos últimos oito anos do município. O prefeito neste período foi Eduardo Paes, do PMDB.

 

O prefeito da maior cidade brasileira, São Paulo, João Doria Jr. (PSDB), anunciou 10 medidas que tomará a partir de amanhã. A maioria delas trata de melhoria na gestão com eficiência e inovação, e transparência na administração.

No seu discurso de posse, Doria anunciou que ele, o vice Bruno Covas (PSDB) e todos os novos secretários municipais estarão na manhã desta segunda-feira (2) às 6 da manhã para começar a trabalhar vestidos de gari.

O prefeito empossado em Belo Horizonte (PHS), Alexandre Kalil, pediu “juízo” aos vereadores e avisou que o orçamento da prefeitura não será usado para “troca de favores”.

O prefeito de Osasco, na grande São Paulo, Rogério Lins (PTN), tomou posse no cargo dois dias depois de ter saído da cadeia. Ele foi preso em razão da investigação do Ministério Público Estadual que o acusou de contratar funcionários fantasmas quando era vereador da cidade.

Em Embu das Artes, o prefeito eleito Ney Santos (PRB) não foi empossado. Ele está foragido desde dezembro porque é investigado por lavagem de dinheiro e o crime organizado. Tomou posse como prefeito e presidente da Câmara Municipal, Hugo Prado (PSB), eleito pelos colegas, já que o vice Peter Motta Calderone (PMDB) também teve a prisão decretada e está foragido.

Morte de prefeito eleito

Algumas horas de tomar posse como prefeito eleito de Santana do Piauí, Francisco Santana de Moura morreu às 5 da manhã deste domingo (1) quando o carro que dirigia colidiu com um ônibus em uma rodovia estadual que liga o município à cidade vizinha de Picos.

O Corpo de Bombeiros do Piauí informou que o acidente aconteceu em um ponto da rodovia conhecida como Curva da Oiticica, perto do povoado de Tanque. A colisão foi frontal e o prefeito eleito morreu no local.

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