Projeto “Câmara Itinerante” é encerrado após protestos contra Eduardo Cunha

Logo ao início dos trabalhos, a sessão chegou a ser suspensa a fim de que as galerias fossem esvaziadas. A audiência, no entanto, foi retomada cerca de meia hora depois, sem que os manifestantes fossem retirados

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), encerrou a audiência pública marcada para discutir reforma política e pacto federativo dentro da terceira edição do programa Câmara Itinerante. A decisão foi tomada após a dificuldade de parlamentares federais e estaduais debaterem os assuntos diante de manifestantes fazendo barulho nas galerias. Os manifestantes protestaram contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Logo ao início dos trabalhos, a sessão chegou a ser suspensa a fim de que as galerias fossem esvaziadas. A audiência, no entanto, foi retomada cerca de meia hora depois, sem que os manifestantes fossem retirados.

Diversos deputados federais e estaduais criticaram os protestos. O deputado federal Wilson Filho (PTB-PB), por exemplo, lamentou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, tenha deixado a sessão na assembleia estadual sem poder anunciar que pautaria a proposta que cria a zona franca do Semiárido Nordestino (Proposta de Emenda à Constituição 19/11), de autoria do próprio Wilson Filho.

"É um projeto que vai mudar radicalmente a economia do estado. Hoje o presidente da Câmara saiu daqui sem dar essa palavra. Fico triste porque perdemos uma oportunidade como a de hoje", disse, ao criticar as manifestações. "Vocês têm o direito de falar, mas não da forma que estão fazendo."

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB) também criticou os protestos. Ele lamentou o desperdício da oportunidade de discutir os assuntos propostos e disse que a gritaria “não levará a nada, senão a más impressões”.

O parlamentar, que integra a Comissão Especial da Reforma Política, afirmou ainda que os deputados federais estão trabalhando diuturnamente para reverter deturpações e distorções no processo eleitoral. “Não se voltem contra Eduardo Cunha, porque ele cumpre o seu dever”, disse, destacando o exemplo de insubmissão que a Mesa Diretora da Câmara dá para o País.

 

Com informações da Agência Câmara

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