Prisão de Dirceu aproxima Lava Jato ainda mais do Planalto, diz oposição

Lideranças oposicionistas associam o esquema de corrupção na Petrobras ao mensalão e afirmam que novas denúncias contra o ex-ministro da Casa Civil são ameaça contra Dilma e Lula

Para líderes da oposição no Congresso Nacional, a prisão do ex-ministro José Dirceu (PT), nesta segunda-feira (3), aproxima as investigações da Operação Lava Jato do Palácio do Planalto. Deputados e senadores oposicionistas associaram o esquema de corrupção na Petrobras ao mensalão, caso pelo qual Dirceu cumpre pena de sete anos e 11 meses de prisão, até esta manhã em regime domiciliar.

O líder do DEM no Senado, senador Ronaldo Caiado (GO), disse que a 17ª fase da Lava Jato se aproxima das “cabeças pensantes” do Planalto. "Temos que aplaudir essa mais nova etapa da Lava Jato, que não se restringe a intermediários e finalmente começa a chegar aos cabeças pensantes, elaboradores de todo esse esquema corrupto dentro do Palácio do Planalto alimentado por 'pixulecos'. Falta pouco agora", declarou.

O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), seguiu pelo mesmo discurso: “Os fatos agora tornados públicos poderão finalmente chegar ao andar de cima. A hora é de apoiar as investigações e confiar na isenção das instituições”.

Para o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), a prisão de Dirceu significa um “passo importante” para a elucidação de quem é o “chefe dessa organização criminosa”, mas é preciso avançar nas apurações. O deputado fez referência à declaração do procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, que apontou Dirceu, em entrevista coletiva, como um dos mentores do petrolão.

“Ele confirmou que Dirceu era um dos ‘cabeças’ do esquema, mas ressaltou que existem outros. Isso quer dizer que os investigadores ainda tem novos alvos na mira”, disse o oposicionista. De acordo com o deputado, Lula e Dilma foram os principais beneficiários dos dois esquemas de corrupção.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha (PB), disse que a prisão do petista mostra que as investigações ainda estão longe de terminar. “Acredito que a operação ainda tem um longo caminho a ser percorrido para que possamos desvendar toda essa organização criminosa que se instaurou no Brasil para construir um projeto de poder”, afirmou o tucano.

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