Pressão nos bastidores e inexperiência de Fufuca podem adiar votações de reforma política

Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Deputados passaram a divergir até sobre a ordem de votação das PECs que promovem reforma política

 

Agora, o PP passou a discordar da inversão. A “surpresa” do PP pode ser uma estratégia para tentar aprovar o distritão. Como a criação de cláusula de barreira é um tema de consenso na Casa, que deve ser aprovada com mais facilidade, nos bastidores, os partidos a favor do sistema majoritário pressionam as siglas contrárias sob ameaça de tentar elevar as porcentagens mínimas da cláusula de barreira. Estabelecida em 1,5% para 2018, a ameaça é tentar elevar para 3% a exigência dos votos mínimos.

A discórdia com a PEC 77/2003 levou à votação fatiada da proposta em plenário na semana passada. Foram retirados do texto a redação que estabelecia 0,5% da Receita Líquida Corrente da União e os mandatos de 10 anos para membros do poder Judiciário. Ainda é preciso votar os destaques, entre eles o referente ao distritão.

Já a PEC relatada por Shéridan propõe o fim das coligações em eleições proporcionais e estabelece uma cláusula de barreira para diminuir o número de partidos. A proposta foi aprovada na comissão especial na semana passada. Segundo a tucana, a objeção do PP foi uma surpresa nesta tarde. Ela afirmou que os líderes devem se reunir novamente entre hoje e amanhã (quarta, 30) para chegar a um acordo de votação.

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