Presos fazem rebelião no presídio de Cascavel, no Paraná

 

Presos da Penitenciária Estadual de Cascavel, no Paraná, tomaram parte da unidade prisional pouco depois das 15h dessa quinta-feira (9), quando fizeram três agentes penitenciários reféns. A rebelião continua no presídio. Dois agentes penitenciários permanecem em poder dos presos. O terceiro foi liberado com vários ferimentos ainda na tarde de ontem, segundo a Polícia Militar (PM).

De acordo com a PM em Cascavel, há informações de um preso morto. Ele teria sido assassinado pelos detentos rebelados. Durante a noite foram ouvidos barulho de tiros no interior da unidade. Os detentos ocupam parte do telhado do presídio. Enquanto as forças de segurança mantêm um cerco ao local. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também está no presídio.

O presídio tem capacidade para 1.170 presos e abriga, atualmente, 980. Equipes do Setor de Operações Especiais (SOE) e da PM estão no local para tentar negociar o fim da rebelião. De acordo com a PM, pelo menos 80% da estrutura do presídio foi destruída.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários informou que a rebelião começou no solário da penitenciária. De acordo com o sindicato, os presos que estavam no local escalaram a parede e acessaram o telhado. A Secretaria de Segurança Pública disse não haver reivindicações até o momento.

Informações da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) apontam para uma possível briga entre facções. No início do ano, uma série de rebeliões ocorreram no Amazonas, em Roraima, no Rio Grande do Norte e em diversos estados do país. Em 2014, os presos fizeram motim no presídio, que ficou marcado pela extrema violência.

Em Manaus, O massacre ocorrido nos dias 1º e 2 de janeiro foi provocado pelo enfrentamento de integrantes do Primeiro Comando da Capital e por detentos da facção Família do Norte (FDN), ligada ao Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. O número de mortos é o maior registrado no país, dentro de unidades prisionais, desde 1992, quando 111 presos foram mortos nas dependências do Carandiru, em São Paulo.

Com informações da Agência Brasil

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