Presidente do PR utilizou como esconderijo um apartamento funcional da Câmara

 

O presidente do Partido da República (PR), Antônio Carlos Rodrigues, que foi considerado foragido pela Polícia Federal (PF) na última semana, se escondeu, durante uma semana, em um apartamento funcional da Câmara, que fica há 2,6 km da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

O apartamento, conforme informou o jornal Bom dia Brasil, da TV Globo, nesta sexta-feira (1º), é ocupado por Maria Tereza Buaiz, que pelo sistema da Câmara é funcionária da liderança do PR na Casa. No entanto, não frequenta a Câmara e atua na sede do partido.

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Além do poupudo salário recebido pela Câmara de mais de R$ 18 mil, a funcionária ainda ocupa um imóvel mantido com dinheiro público desde 2005. A Câmara chegou a pedir o apartamento de volta, mas uma liminar da Justiça a mantém no apartamento. De acordo com a reportagem, Rodrigues foi flagrado pelo menos duas vezes no imóvel, sendo uma no último domingo (26) e a outra na segunda (27), dias antes de ser preso.

<< Assista reportagem do Bom dia Brasil na íntegra

Durante o período em que esteve foragido, o presidente do PR circulou livremente pelas ruas de Brasília e foi visto no prédio em que funciona a sede do partido, no centro de Brasília. Apesar de ser considerado foragido, a PF alegava que não cumpria a ordem de prisão por não encontrar Rodrigues.

O presidente do PR, que também foi ex-ministro dos Transportes, se entregou à PF, em Brasília, na tarde dessa terça-feira (28). Ele era considerado foragido desde a última sexta (24), quando sua prisão foi decretada na mesma operação que prendeu os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony e Rosinha Garotinho.

Rodrigues é acusado de corrupção, participação em organização criminosa e de falsidade ideológica eleitoral. As investigações da PF apontam que contratos de fachada eram usados para repasses irregulares, usados em campanhas eleitorais dos acusados. A investigação teve início com as delações dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos da JBS e atualmente presos em São Paulo, acusados de crimes financeiros.

Os acusados teriam pedido propina à JBS, paga por meio de um contrato de fachada com uma empresa com sede em Macaé (RJ) para prestação de serviços de informática. Entretanto, os serviços jamais teriam sido executados e os R$ 3 milhões pagos pelo contrato foram desviados para os acusados.

O Ministério Público do Rio de Janeiro afirma que Antônio Carlos negociou com o ex-governador Garotinho e com a JBS para que a propina fosse paga em forma de doações eleitorais.

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