Presidente de CPIs da Petrobras pede que PF investigue denúncia sobre depoimentos

Vital do Rêgo informou ainda ter pedido à diretoria-geral da abertura de sindicância. E rechaçou a sugestão da oposição para que a CPI do Senado suspenda as atividades

Presidente das CPIs instaladas no Senado e no Congresso (com deputados e senadores) para apurar supostas irregularidades na Petrobras, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) informou nesta terça-feira (5) que pediu à Polícia Federal (PF) investigação sobre a denúncia de vazamento de informações a pessoas que prestaram depoimentos às comissões. Ele disse ainda ter pedido à diretoria-geral do Senado a abertura de sindicância.

De acordo com a última edição da revista Veja, o governo e a liderança do PT no Senado montaram uma fraude que consistia em passar antes aos investigados as perguntas que lhes seriam feitas pelos senadores.

Sérgio Gabrielli (ex-presidente da Petrobras), Nestor Cerveró (ex-diretor da estatal) e Graça Foster (atual presidente da petrolífera), por exemplo, teriam tido acesso, com antecedência, às questões. Servidores do Senado, da Petrobras e da Secretaria de Relações Institucionais estariam envolvidos no caso.

Vital do Rêgo rechaçou a sugestão da oposição para que a CPI do Senado suspenda suas atividades por conta da denúncia. Afirmou que a CPI não pode perder o foco e negou que tenha havido comprometimento dos trabalhos da comissão. Ele também disse que não pretende anular depoimentos e nem destituir o senador José Pimentel (PT-CE) do posto de relator, como defendem os oposicionistas.

O peemedebista disse que o relatório final da CPI do Senado -- boicotada pela oposição sob a alegação de que o colegiado é controlado pelo governo -- poderá ser entregue antes das eleições, caso não haja nenhum pedido de prorrogação. Segundo ele, a comissão vai funcionar por mais um mês e 15 dias.

Sobre o comportamento da oposição diante da denúncia divulgada pela revista, Vital do Rêgo disse que, como os oposicionistas não participam da CPI do Senado, “o direito de protesto fica diminuído”. Na sindicância, a diretoria-geral do Senado poderá apurar suposta participação de servidores da Casa.

 

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