Presidente da Petrobras nega aumento de combustível em 2012

Agraciada com condecoração máxima da Câmara, Graça Foster evitou conjecturas sobre próximo reajuste

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, negou nesta quarta-feira (21), em visita ao Congresso, que haverá aumento de combustível faltando 40 dias para o encerramento do ano. No entanto, disse a dirigente, não há qualquer previsão sobre quando – ou se – haverá reajuste nos primeiros dias do próximo ano. Segundo Graça, tanto a situação de caixa da empresa quanto o fluxo de investimento em projetos estão “harmonizados”, o que livra os consumidores, ao menos por ora, de nova alta nos postos de abastecimento.

“Não tem data para aumento de combustível, como para qualquer outro produto que a Petrobras produz – 50% do que nós produzimos vêm dos derivados, mas a Petrobras tem uma gama de mais de 100 produtos e atividades no Brasil e no exterior. É um mix que dá à Petrobras estabilidade econômica para que a gente continue conduzindo nossas atividades comerciais”, garantiu a dirigente, ao receber na Câmara a Medalha Mérito Legislativo, condecoração criada em 1983 com o objetivo de “homenagear cidadãos, instituições ou entidades, campanhas, programas ou movimentos de cunho social, civil ou militar, nacionais ou estrangeiros” que prestaram ou contribuíram com serviços relevantes ao Legislativo ou à sociedade brasileira.

Anual, a maior honraria da Câmara foi concedida a 45 personalidades em 2012 (confira quem foi agraciado), entre elas os atletas olímpicos Daiane dos Santos (ginástica olímpica) e Clodoaldo Silva (natação), o prefeito recém-eleito de São Paulo, Fernando Haddad, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, e a senadora Kátia Abreu (PSD-TO).

“Focamos sempre muito em cima da questão gasolina/diesel. A Petrobras é muito mais que gasolina e diesel, e estamos em uma situação de caixa bastante adequada. Estamos chegando ao final do ano e estamos com um caixa muito saudável”, acrescentou Foster, ao dizer que a petrolífera mantém a “campanha de investimentos”, mas com a ressalva de que o país passa por uma depreciação de câmbio e oscilações referentes ao brent (fase do refino de combustível em que há a principal variação de preço) – dois dos fatores que, segundo Graça, ainda demandam mais atenção por parte dos técnicos e analistas econômicos da empresa.

“O fato é que essa combinação do câmbio com o brent define nossa capacidade de investimento. A fotografia de hoje é de que a situação está absolutamente sob controle. Estamos recuperando nossa produção de petróleo”, tranquilizou, ao celebrar a retomada da marca de dois milhões de barris de petróleo produzidos diariamente. Ainda segundo a presidenta da Petrobras, a média de dezembro vai superar esse resultado, mesmo com interrupções programadas de produção, que visam a estabilidade do processo. “Nós paramos para melhorar nossa performance. Há quatro dias, a Petrobras tem mais de dois milhões [barris/dia] de produção.”

Por fim, ao ser instada a comentar o tratamento que a presidenta Dilma Rousseff dará ao projeto de redistribuição dos royalties do petróleo, que impõe perdas bilionárias a estados produtores – a expectativa é de sanção integral, para que a Justiça resolva a questão posteriormente –, Foster alegou restrições institucionais. “Não vou tratar desse assunto. A Petrobras é uma pagadora de royalties. O veto, ou não, é uma questão particular da presidenta”, concluiu.

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