Presidente da CPI garante que não vazou inquérito contra Cachoeira

Logo depois se o STF liberar os documentos à CPI, o site Brasil 247 publicou o conteúdo na íntegra

Poucas horas depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, liberou ao Congresso o acesso aos inquéritos que tramitam na Corte sobre o caso Demóstenes Torres, o site Brasil247 publicou a íntegra dos documentos. Para o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), o fato é preocupante, mas não enfraquece os trabalhos que o colegiado desenvolverá.

"Não posso comentar sobre os vazamentos porque eu só dou conta do que vem a mim. Pior se tivesse ido à rede depois de terem chegado à CPI", disse p senador ao Congresso em Foco. O senador afirmou ainda que as responsabilidades de quem vazou as informações devem ser apuradas e garantiu que todos os dados que chegarem à CPI terão seus sigilos resguardados. "Na segunda-feira, eu vou organizar a sala-cofre da comissão e vou trabalhar para que todas as informações sejam mantidas sob o sigilo necessário", disse, e acrescentou que mesmo com todo o esforço que será empreendido, os senadores "terão que conviver com esses fatos".

Apesar do vazamento, Vital do Rêgo comemorou a decisão do ministro. "Ele compartilhou de uma preocupação que a CPI teve de liberar os dados que serão fundamentais para nosso trabalho. Estamos fazendo um esforço de tornar cada dia útil da comissão válido", disse.

Às 20h da noite de hoje, dois oficiais de Justiça foram ao Senado entregar um ofício comunicando a decisão do ministro, mas como Vital não está em Brasília, o documento foi entregue ao diretor da secretaria de CPIs do Senado, Dirceu Machado. Na próxima quarta-feira (2), o senador receberá o inquérito. Ele afirmou que não acessará os documentos qu já estão na internet. "O que diz respeito a mim é o que eu vou receber oficialmente", disse.

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