PPS vai cobrar mandatos de deputados filiados ao PSD

Partido entra com ações por infidelidade partidária contra quatro deputados que trocaram a legenda pelo novo partido do prefeito de São Paulo

O PPS anunciou nesta quarta-feira (26) a entrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com ações por infidelidade partidária contra quatro deputados que trocaram a sigla pelo PSD. Dos 12 deputados do PPS que estão no exercício do mandato, três entraram no novo partido. O mesmo caminho tomou um titular que está licenciado do cargo desde fevereiro. A intenção do PPS é reaver os mandatos com base na resolução da fidelidade partidária editada pelo TSE.

As ações, de acordo com nota divulgada pelo partido, são contra os deputados Geraldo Thadeu (MG), Cesar Halum (TO), Moreira Mendes (RO) e Alexandre Silveira (MG). O presidente nacional da sigla, deputado Roberto Freire (SP), afirmou que “um partido não pode ser prejudicado pela formação de outro, como prevê a resolução do TSE”. “É esquizofrênica essa interpretação de que qualquer detentor de mandato pode criar um partido e atrair para a nova legenda políticos que, pelo entendimento da suprema corte, não teriam supremacia sobre os mandatos”, disse.

Outro partido que deve entrar na Justiça para reaver os mandatos é o DEM. Principal prejudicado com a criação do PSD, a sigla perdeu 19 parlamentares entre os que estão no exercício do mandato e licenciados. No sábado, o Congresso em Foco mostrou, em primeira mão, que a agremiação política criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, leva um entre cada cinco deputados da oposição.

Hoje o PSD terá o anúncio oficial da sua bancada. Ela deve se confirmar como a terceira maior da Câmara. Levantamento do Congresso em Foco mostra que o partido recém fundado terá 48 deputados no exercício do mandato. Nessa conta, não entram os parlamentares que hoje estão licenciados e os suplentes. Ontem (25), o partido anunciou a filiação do ex-petista Jorge Boeira, deputado federal por Santa Catarina. Com a entrada de Boeira, a bancada na Casa sobe para 49 parlamentares.

Além de ter a terceira maior bancada, o PSD nasce oficialmente hoje no Congresso como uma legenda de ricos e empresários. A maioria deles, ruralistas. Mais da metade da nova bancada tem na atividade empresarial sua principal ocupação. A soma dos bens declarados à Justiça eleitoral pelos congressistas do PSD também faz dele o segundo partido mais rico do Parlamento, atrás apenas do PMDB.

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