PP decide punir deputados contra impeachment

Partido obriga deputados a votar contra Dilma e ameaça “dissidentes” como o vice-presidente da Câmara, aliado de Cunha. “Dane-se o Maranhão. Ele vai arcar com as responsabilidades”, disse o deputado Odelmo Leão

A comissão Executiva Nacional do Partido Progressista decidiu nesta sexta-feira punir até com expulsão os deputados que votarem contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A determinação atinge em cheio o vice presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (MA), que declarou em vídeo gravado que vai votar contra o afastamento da presidente.

“Dane-se o Maranhão. Ele vai arcar com as responsabilidades”, disse ao Congresso em Foco o deputado Odelmo Leão (PP-MG).

Maranhão, que foi eleito graças à influência do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi convencido a votar contra o impeachment pelo governador do seu Estado, Flávio Dino, e o líder do PDT, Weverton Rocha (MA). Maranhão era contado até esta sexta-feira como voto certo pelo impeachment. Mas terminou gravando um vídeo apoiando a permanência da presidente Dilma.

A decisão da Executiva do PP atinge, ainda, o deputado Cacá Leão (BA), filho do vice governador da Bahia, João Leão, e do ex-lider da bancada na Câmara Dudu da Fonte (PE).  A decisão do PP prevê a decretação de intervenção em diretórios estaduais e municiais ligados a deputados pró-governo. Não houve aferição de votos da Executiva e a decisão foi tomada teoricamente por aclamação.

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