Por segurança, governador pede votação do impeachment em dia útil

Rodrigo Rollemberg pediu a Eduardo Cunha que votação do processo contra a presidente não seja feita em fim de semana ou feriado para evitar confronto e facilitar o trabalho de segurança do governo do Distrito Federal

É grande a preocupação do governo do Distrito Federal com a segurança no dia da votação do impeachment no plenário da Câmara. O próprio governador Rodrigo Rollemberg (PSB) se reuniu com o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para pedir que a votação ocorra em dia útil, durante a semana, a fim de garantir uma melhor organização do policiamento.

A preocupação do governo local é com as manifestações a favor e contra o impeachment. "Há uma preocupação da área de segurança em função do grande contingente de pessoas que deverão vir a Brasília", disse Rollemberg. O governador pediu ao presidente da Câmara o calendário de votações para programar as operações da segurança pública.

Segundo o governador, apesar de a decisão ser da Câmara, a "preferência é que todo o processo ocorra ao longo de dias úteis". Mesmo assim, ele prometeu que a Polícia do Distrito Federal vai "garantir a integridade das pessoas e do patrimônio" durante as manifestações.

De acordo com o rito do impeachment, a votação deve ser iniciada na sexta-feira (15) e pode se estender até domingo, dia 17. Ainda existe a hipótese de o processo ser ainda mais longo e durar até o dia 21 de abril, data do aniversário de Brasília e feriado nacional, Dia de Tiradentes.

Comitê

Para estimar o número de manifestantes, criar estratégias de prevenção à violência e procurar soluções pacíficas para as manifestações, a secretaria de Segurança Pública do DF criou o Comitê de Pacificação, em parceria com movimentos sociais e organizações da sociedade.

O grupo será formado por entidade mediadoras, representantes do governo, além de organizações contra e a favor do impeachment, que atuarão como interlocutores nos respectivos grupos. O nome dos participantes será decidido ainda nesta semana. A ideia é definir uma agenda de manifestações e informar às forças de segurança os detalhes de cada evento, de forma que as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros, o Departamento de Trânsito e outros agentes do Estado possam planejar melhor as ações.

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