Policiais são 20% dos acusados de corrupção no Rio de Janeiro

De cada dez denunciados por crime organizado no Rio de Janeiro, dois são ou foram policiais militares ou civis. Os dados são de levantamento divulgado nesta segunda-feira (26) pelo jornal O Globo. Desde que foi criado em 2010, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, já denunciou 5.219 criminosos. Desses, 1.030 (20%) são ou eram servidores da área de segurança. Entre eles, 826 PMs e ex-PMS. Eles respondem por crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção, extorsão, homicídio, estelionato, entre outros.

Policiais civis responsáveis por investigações e até agentes penitenciários que deveriam, por regra, garantir que, uma vez preso, o criminoso perdesse o contato com seu bando e não oferecesse mais risco a quem quer fosse, também são investigados pelo Gaeco. Entre os investigados, estão 158 policiais civis, 38 bombeiros militares, 3 agentes penitenciários e 5 homens das Forças Armadas.

Segundo O Globo, além dos problemas de ordem material, que envolvem escassez de recursos, há ainda o corporativismo, que muitas vezes prejudica o andamento das denúncias, e uma legislação que beneficia denunciados em cargos de chefia ou de patentes mais altas, quando são militares.

De acordo com a reportagem, para cuidar das investigações sobre suspeitas que envolvem uma tropa de 45 mil homens no estado, a Corregedoria da PM do Rio tem oito delegacias de Polícia Judiciária Militar. O Ministério Público estadual dispõe de três promotores que atuam na Auditoria de Justiça Militar, a única vara especializada no Tribunal de Justiça para julgar os crimes dos militares fluminenses.

>> Veja a reportagem do Globo

 

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