Polícia Federal nega proteção a ex-gerente da Petrobras

Segundo o diretor da instituição, pedido deveria ser feito pela própria Venina Velosa da Fonseca, que diz ter alertado Graça Foster sobre irregularidades na empresa. Proteção solicitada pela oposição configuraria "abuso de autoridade ou constrangimento ilegal", diz Leandro Daiello

O Ministério da Justiça negou o pedido de proteção policial feito pela Câmara para a ex-gerente de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca. Em ofício aos deputados, o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, disse que a proteção só poderia ser dada caso o pedido fosse feito diretamente pela própria Venina. Do contrário, ressaltou Daiello, a medida poderia ser caracterizada como “abuso de autoridade ou constrangimento ilegal”.

A solicitação de proteção à ex-gerente foi feita pela liderança do DEM na Câmara no último dia 12. O partido oposicionista alega que Venina e sua família passaram a sofrer ameaças após ela ter entrado em choque com a diretoria da Petrobras. Em entrevista ao Fantástico, no domingo (21), a ex-gerente disse ter alertado pessoalmente a atual presidente, Graça Foster, de uma série de irregularidades na companhia ainda em 2008, quando Graça era diretora de Gás e Energia.

“Deve haver uma preocupação especial com a segurança da Venina. Ela não pode se transformar em outro Celso Daniel”, disse o líder da oposição no Congresso, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), em referência ao ex-prefeito petista de Santo André assassinado em circunstâncias até hoje não devidamente esclarecidas em 2002.

Segundo o Valor Econômico, Venina enviou e-mails às instâncias superiores da Petrobras alertando para problemas nos gastos de comunicação na Diretoria de Abastecimento, nas obras da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e nas negociações de óleo combustível na Ásia.

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