PMDB se reúne em meio a crítica ao PT e à economia

Sem caráter deliberativo e lideranças do partido no Rio de Janeiro, como o governador Pezão e o prefeito Eduardo Paes, congresso reforça divisão da legenda. Temer deve fazer apelo por unidade e adoção de remédio amargo

O PMDB se reúne nesta terça-feira (17), em Brasília, para discutir alternativas para superar a crise econômica enfrentada pelo país. O congresso da Fundação Ulysses Guimarães deve ser marcado por críticas à presidente Dilma e ao PT. A ala governista do partido conseguiu adiar para março a convenção nacional na qual um grupo de peemedebistas pretendia aprovar o desembarque do governo.

O encontro desta terça, no Hotel Nacional, deve se concentrar na discussão de um documento divulgado pelo partido no último dia 29, com questionamentos a medidas do ajuste fiscal do governo. O texto “Uma ponte para o futuro” critica o desequilíbrio fiscal e defende um “ajuste de caráter permanente” (leia a íntegra do documento).

Lideranças peemedebistas do Rio de Janeiro, que apoiam Dilma, como o governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, não devem comparecer ao evento. Eles alegam ter compromissos mais importantes na agenda.

Apesar do esvaziamento do congresso, que não terá caráter deliberativo, o Palácio do Planalto acompanha com preocupação os sinais de insatisfação no PMDB. O partido do vice-presidente da República, Michel Temer, ganhou força na reforma ministerial promovida há dois meses pela presidente Dilma e comanda atualmente sete ministérios. Ainda assim, dá constantes sinais de descontentamento no Congresso.

Segundo a Folha de S.Paulo, Temer vai fazer novo apelo pela reunificação do país em nome da superação da crise econômica. Além de reconhecer a gravidade da crise econômica, o vice defenderá a adoção de remédios amargos para ajustar a economia e das medidas contidas no documento divulgado no fim de outubro pelo partido. Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), investigados na Operação Lava Jato, devem participar do encontro. Na última vez em que fez um apelo para superar a crise, Temer foi acusado por aliados de tentar se apresentar como esse agente capaz de reunificar o país. O vice, no entanto, nega ter tido essa intenção.

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